Klaura Costa não é mais porta-bandeira da MUG

Chega ao fim o ciclo da porta-bandeira Klaura Costa na Mocidade Unida da Glória. Foram dois anos empunhando o pavilhão vermelho e branco, e um ano de licença devido a gravidez, mas ao lado do casal da agremiação. Em 2022, ao lado de Hudson Maia, Klaura tirou nota máxima. No ano seguinte, a dupla gabaritou o quesito. Apesar de ainda não ter oficializado o novo nome, a MUG deve optar pela permanência de Leticia Malaquias, porta-bandeira oficial da escola em 2024, saindo da apuração com nota 30.

Sambas de Pai Leandro, Flavinho Bento e Renan Fraga se classificam para final da Boa Vista

Na última sexta-feira, seis parcerias subiram ao palco para disputar três vagas na final de samba-enredo da Boa Vista. Após as apresentações, se classificaram: Pai Leandro e cia. Flavinho Bento e cia. Renan Fraga e cia. Os finalistas agora esperam a próxima semifinal, dia 30 de agosto, que irá definir mais três obras finalistas. A grande final de samba-enredo da Boa Vista acontece dia 6 de setembro, com seis parcerias concorrendo ao prêmio de R$15.000,00 (quinze mil reais)

Confira os finalistas na disputa de samba-enredo da Império de Fátima

A Império de Fátima recebeu 8 sambas para concorrer ao hino oficial de 2025. Em audição interna, a escola optou por eliminar 5 e realizar a final com 3 obras. O evento acontece neste sábado (24) no Centro Comunitário Castro Alves, a partir das 17h. Cada parceria vai apresentar o samba 2 passagens sem bateria e 3 com bateria. Após as apresentações, a comissão julgadora irá se reunir para somar as notas, em seguida, será feito anúncio do samba campeão.A parceria campeã será premiada com o valor de R$3.000,00. Vale ressaltar que com a intenção de democratizar ainda mais a disputa, a exigência da Agremiação foi que todas as parcerias enviassem o áudio do samba apenas com voz e cavaco, sem a necessidade de estúdio. Confira os finalistas: Katrina Persi e cia. Didilson e cia. Lourival das Neves e cia.

Rodrigo Mattos é o novo mestre-sala da Mocidade da Praia

A Mocidade anunciou na última semana a saída de seu primeiro mestre-sala, Edgar Nascimento, e não demorou para divulgar novo nome para ocupar o cargo. Rodrigo Mattos chega a escola da Praia do Canto e irá bailar ao lado de Katellyn Monteiro em 2025. O novo mestre-sala tem passagens por Unidos da Piedade, Chegou O Que Faltava, Novo Império e a mais recente foi Imperatriz do Forte em 2024.

Nova diretoria da Jucutuquara é oficialmente apresentada e quesitos celebram momento da escola

A nova diretoria da Unidos de Jucutuquara foi apresentada oficialmente aos torcedores e amantes do samba capixaba na noite desta sexta-feira, 16. Com Anchietinha restaurado, pintado internamente nas cores da nação, a cerimônia de posse recebeu um bom público. De início, integrantes da Velha Guarda da Jucutuquara foram chamados a frente do palco e cantaram o hino da agremiação a capela. Pela aparência, os torcedores estavam visivelmente satisfeitos com o que está sendo apresentado pela nova presidência neste início de gestão. Ewerton Fernandes, presidente eleito, conversou com nossa equipe sobre as primeiras ações do mandato. “Nós estamos oficializando o retorno para quadra em parceria com o Clube Anchieta. Ninguém sabia como estaria o espaço com as reformas porque era tudo feito a sete chaves, quem entrava não podia ficar com celular. Foi surpresa para todos e realmente queríamos causar esse impacto. Estamos buscando também reposicionamento de marketing, isso faz parte do nosso projeto como um todo. A partir de agora, vamos fazer valer tudo o que projetamos lá atrás”. explicou. Sobre a responsabilidade de fazer com que a Jucutuquara volte a entrar na avenida disputando títulos, Ewerton manteve os pés no chão, mas garantiu que a busca pelo campeonato está nos planos já para 2025. “Nossa gestão está dividida em 4 setores, são eles: carnavalesco, financeiro, social e cultural. Sabemos dos processos financeiros para construir um desfile. Temos um levantamento de tudo, sabemos onde a escola já errou e vamos procurar acertar nesta gestão do próximo desfile. Buscaremos o título sem cometer loucuras, sem inventar moda. Será um feijão com arroz, com tempero a mais, dentro do regulamento”. Na reformulação completa do elenco da escola, a diretoria optou por algumas novidades – como é o caso do intérprete Edu Chagas -, mas também trouxe de volta um rosto bastante conhecido da Nação. Orlando Júnior, tricampeão (2007, 2008 e 2009), e autor de um dos desfiles mais impactantes da história do Carnaval Capixaba, Convento da Penha, em 2009. A respeito do seu retorno pra “casa”, o carnavalesco disse estar entusiasmado para construção de uma nova história. “Estou com a ganância de vencer este carnaval, claro, sempre respeitando todas as coirmãs. Eu pretendo fazer um desfile bem legal, até para resgatar o que era a Jucutuquara de antes. Temos que trazer essa taça de volta. O enredo é um conjunto entre escola e minhas ideias, ate chegarmos até essa concepção. O bom neste retorno é que a diretoria também está com o pensamento de trazer a taça de volta, isso traz mais vontade de trabalhar”. Outro nome que faz parte do elenco tricolor é Marina Zanchetta, cria da escola, assume a responsabilidade de carregar o primeiro pavilhão da coruja. Segundo ela, o momento é de muita alegria por estar em família. “Estou me sentindo pronta. O presidente Ewerton estudou e batalhou durante anos para ser eleito e assumir o cargo na Jucutuquara. Toda escola caminhou neste mesmo ritmo. De trabalhar e conquistar. Posso dizer que quando a Jucutuquara está unida e em família, nada derruba a nação. Isso fortalece ainda mais a nossa escola”, declarou. A Unidos de Jucutuquara será a primeira escola a entrar na avenida pelo Grupo Especial em 2025, com o enredo “Pulsar da Vida”, assinado pelo carnavalesco Orlando Júnior.

Capixabices vai produzir série de matérias com candidatos do carnaval durante o período eleitoral

A partir desta sexta-feira (16), começa o período eleitoral rumo as eleições de 2024. Neste ano, os eleitores irão votar para candidato a vereador e prefeito. Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices está preparando uma série de matérias com os candidatos ao cargo de vereador em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, e que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. Nossa equipe já está entrando em contato com as assessorias dos candidatos e, em breve, as primeiras matérias serão publicadas no site. Para os candidatos ao cargo de prefeito, teremos publicações em vídeo com os nomes de Vitória, e que tenham como pauta, em seu plano de governo, o Carnaval das Escolas de Samba.

Lar doce lar! Presidente Daniel Modesto fala sobre Espaço Cultural da Imperatriz do Forte

Mais de 50 anos depois de sua fundação a Imperatriz do Forte está perto de realizar seu grande sonho. Segundo a diretoria da agremiação, a quadra da verde e rosa está em fase final de obras e bem próxima de ser inaugurada. O atual presidente, Daniel Modesto, conversou com a equipe do Capixabices e revelou detalhes para a comunidade do samba. “Estamos muito felizes com o momento da escola. Éramos uma diretoria desacreditada, que pegou a Imperatriz numa situação complicada em 2023. O trabalho foi feito e coroado com o título do Acesso A. Temos mais de 50 anos se nunca tivemos quadra. Sempre fizemos eventos em local aberto, com tempo favorável ou não, sem um espaço digno para poder receber nossa comunidade. A partir de agora teremos o nosso local, dos nossos eventos, e principalmente projetos sociais”, explicou. Daniel acrescentou que toda diretoria trabalhou muito para a conquista. “Me sinto muito feliz em ser o presidente da escola no momento atual, nesse marco histórico. Mas também agradeço aos meus diretores que estão comigo para tudo nesta aventura. Somos uma diretoria de pessoas jovens, mostrando que tudo é possível. Somos criados na escola, apaixonados pela Imperatriz e fazendo o bem pela Imperatriz”. Com previsão de inauguração no final de setembro, o espaço cultural levará o nome de Robson Henrique, o Robinho, figura importante para o Forte São João. “As obras estão em fase final. Demoramos para fazer o anúncio devido processos burocráticos de documentação. Posso dizer que estão em 70%. A previsão de lançamento é no final de setembro, com uma grande festa para comemorar essa vitória da Imperatriz. Nosso espaço fica na Avenida Vitória, em frente ao Salesiano, na antiga Grafitusa. Bem no Forte São João. Nada mais justo que fazer uma homenagem ao Robinho, presidente de honra da escola, que sempre lutou pelo bem da Imperatriz. Espaço Cultural Robson Henrique, é o nome da casa da nossa escola”, finalizou o presidente.

Martelo batido! Em plenária, presidentes aprovam nome de Sinvaldo Siri para Cidade do Samba

Na última quinta-feira (09), os presidentes das escolas de samba filiadas a Liesge se reuniram de forma online para deliberar o nome da Cidade do Samba Capixaba. Conforme noticiado pelo Capixabices, o presidente Edson Neto sugeriu que o tão sonhado espaço para as escolas fosse batizado com o nome de Sinvaldo Siri. Figura importante para o Carnaval Capixaba que participou ativamente, ao lado do antigo prefeito da época, Hermes Laranja, na construção do Sambão do Povo. Por unanimidade, a proposta foi aceita por todos presidentes presentes (Mug, Boa Vista, Novo Império, Chegou O Que Faltava, Jucutuquara e Imperatriz). Somente Piedade não participou da plenária.

“É uma escola da Serra falando da importância cultural daquele lugar, em forma de enredo”, afirma Marcelo Braga, carnavalesco da Rosas de Ouro

O Carnaval 2025 está cada vez mais perto, os enredos estão sendo lançados e em breve teremos a discografia completa do próximo desfile. Uma das perguntas que os sambistas fazem com frequência é: o que é mais fácil, subir de grupo ou permanecer naquele grupo? As respostas são variadas, mas em Serra, o discurso da Rosas de Ouro é único. A escola quer – pelo menos – uma posição no pódio em 2025. A equipe do Capixabices conversou com Marcelo Braga, carnavalesco contratado pela agremiação para desenvolver o próximo desfile, para saber um pouco mais sobre o enredo “No horizonte eu te vejo – Casarão”. Segundo o artista, o objetivo principal é uma representante cultural de Serra falando sobre a história daquele lugar. “Criamos uma história lúdica para falar do Casarão. É um indígena e uma africana escravizada, que moram lá até hoje, contando todo o enredo. Ouvi de muitas pessoas que o lugar é assombrado, e não quis perder essa essência. Desde o início esses fantasmas são os narradores, falando daquilo que viveram e viram com o passar do tempo. Nossa principal preocupação era não fazer um enredo com culturas de outros lugares, mas sim de onde a Rosas está, a Serra. Um local que é riquíssimo em história mas com pouca visibilidade”, destacou Marcelo. O artista acrescentou que as escolas de samba também precisam tomar para si a responsabilidade de levar enredos educativos, aproveitando toda visibilidade que os desfiles têm. “Eu, enquanto carnavalesco, acredito que a arte do carnaval também tem o dever de educar. Serra tem uma composição cultural ancestral, uma terra fértil culturalmente falando, e é um enredo que fala sobre a essência da nossa ancestralidade. É falar de Serra enquanto cultura, sob uma visão indígena e africana”. Depois de falar dos povos originários em 24, e conquistar o título que dá direito a escola de desfilar no Grupo de Acesso A em 25, o enredo para o próximo ano é um resgate da história serrana, como contou o carnavalesco. “Falaremos do começo da imigração, do descobrimento das terras da Serra. A formação dos povos originários, o sítio histórico de Carapina, como foi construído, e a importância do Sítio para o município. Os movimentos agrícolas, a difusão das terras, e chegando aos dias de hoje com as construções modernas, as indústrias, e tudo mais, numa visão daquilo que conseguimos ver e também o que o passado nos conta. Parte de uma visão indígena, com a essência daquela terra. O Casarão fica às margens da Rodovia, então foi assistindo muita coisa com o passar do tempo. É uma história rica, e uma grande oportunidade da Rosas de fazer as pessoas conhecerem”, explicou.   A respeito da parte técnica, e sobre a chegada a um Grupo com escolas que estão acostumadas a desfilar por ali, Marcelo elogiou a postura da diretoria nas contratações. “Vou falar em relação ao que tenho assistido e participado. Houve uma preocupação muito grande da escola em colocar dirigentes com mais experiências técnicas. Que já participaram de conquistas tanto em escolas da sexta quanto no sábado. Eles trazem uma bagagem muito maior. Isso vem desde a produção do desfile até o dia em si. Como carnavalesco, meu lema é sempre fazer o trabalho bem feito, buscando o melhor resultado. O importante é a melhor execução, com regulamento embaixo do braço. Queremos no mínimo o terceiro lugar para a Rosas em 2025, a busca é pelo pódio”, finalizou. Sinopse completa Rosas de Ouro 2025: Me vejo através de cada fresta de madeira que ergue as colunas do que um dia foi meu lar. Olho atento para quem chega de longe, aqueles que vêm para tomar posse de terras que já tinham dono, enquanto uma casa começa a se erguer para gente branca de grandes riquezas. Mas é aqui, neste casarão, que ainda mantenho minha vigilância.Seja bem-vindo ao casarão. Nestas terras, antes cobertas pelo verde exuberante, ergue-se agora uma igreja, São João Batista, testemunha de milagres e da fé que ali brotou. Ela permanece no mesmo lugar, o mesmo onde conheci meu grande amor, alguém que chegou pelo mar, junto aos que passaram a chamar esse lugar de sítio. Um lugar que antes era apenas nosso, mas que se tornou fazenda, a Fazenda dos Jesuítas. Enquanto nós gerávamos vidas, eles geravam frutos. Os religiosos ensinavam a fé deles e mostravam como explorar a natureza, mas nossa ligação com a terra continuava forte. Olho para o horizonte e vejo as terras que um dia foram apenas floresta, e agora se transformaram em casas, fazendas, plantações. As cigarras cantavam em meio às árvores, os legumes cresciam, e a cana-de-açúcar se espalhava pelo solo fértil. Para fazer tudo isso dar certo, as peles se uniram: negros e indígenas trabalhavam juntos para prosperar. Juntamo-nos ao comando do Araribóia para construir uma nova vida ali. Os tambores tocavam todas as noites para nos fazer dançar e celebrar. Caminhamos pelo canal, sempre na direção da água. Minha companheira ouviu os homens brancos chamarem o lugar de Carapina, mas eu disse a ela que esse nome já era conhecido por nós. Ouvi falar de tesouros ocultos, escondidos para que ninguém os encontrasse, e se eles estiveram lá um dia, ali ficaram. Vimos os jesuítas partirem e as terras voltarem para nós, mas não ficamos mais tempo. Havia outros donos chegando, uma rainha visitando, gente querendo conquistar. No horizonte, só se via o vazio e a vontade de partir. Uma nova família tomou conta, os Nunes, conhecidos por sua influência na região. Mas não precisávamos mais abaixar a cabeça para eles. Eles foram embora como todos os outros, e tudo voltou a ser de quem sempre esteve ali. Nossos filhos prosperaram e seguiram seus caminhos, assim como nós também fomos. Mas se você quiser conversar conosco, é só chamar pelo nome: Piatã e Amai. Aqui, nesta Serra de vastos campos e flores douradas, você nos encontrará. No horizonte, eu vejo você e você me vê.Bem-vindo ao Casarão de Carapina.