Osvaldo Garcia é o convidado da semana no “Diálogos Carnavalescos”

O carnavalesco da Novo Império, Osvaldo Garcia, é o convidado desta quarta-feira no “Diálogos Carnavalescos”. Em parceria com a Casa Àràbà, o Capixabices recebe semanalmente artistas da folia para um bate-papo sobre a trajetória, sucessos, alegrias e tristezas nos desfiles das escolas de samba. A conversa inicia pontualmente às 19h, na rua Graciano Neves 123, Centro de Vitória, com a Casa Àràbà aberta para quem quiser assistir pessoalmente. Haverá também transmissão pelo instagram do Capixabices. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)

Eleições 2024: Conheça a candidata a vereadora Ana Paula Rocha

Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices apresentará aos leitores os candidatos a vereador e vereadora que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Afinal, não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. As 10 questões são iguais para os candidatos. Conheça a candidata a vereadora Ana Paula Rocha do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). 1 – Como você enxerga o momento atual dos desfiles das escolas de samba?Estamos vivendo um momento de consolidação dos desfiles das escolas de samba, no ponto de vista artístico. Cada vez mais as escolas tem se empenhado para fazer um carnaval com beleza e envolvimento das comunidades. Entretanto, a estrutura dos desfiles no Sambão caminharam para distanciar o povo do espetáculo. A diminuição das arquibancadas em detrimento do aumento dos camarotes é a evidência disso. Representa o caráter empresarial ganhando mais espaço que o compromisso popular da festa. 2 – Se eleita, como pretende contribuir para o crescimento dos desfiles?Vou lutar pela participação, ainda maior, do poder público no financiamento e construção dos desfiles, junto a proposição de políticas públicas para a subsistência das escolas de samba. Principalmente, considerando as escolas de Vitória, que em grande maioria não tem quadras.Vou cobrar uma maior cooperação entre escolas e prefeitura para a utilização dos espaços públicos da cidade (praças, escolas municipais, centros culturais, ruas, etc.) para a realização das atividades das escolas de samba.Lutar pela criação e melhoria das quadras das escolas de samba, ocupando espaços ociosos da cidade. E pressionar para a realização do projeto da Cidade do Samba. Já vimos esta promessa ser feita em outras gestões… 3 – Ainda existe uma disparidade visual entre as escolas de sexta, sábado e domingo. Caso eleita, o que será feito para elevar o nível dos desfiles do Acesso?Primeira ação é buscar garantir na legislação municipal que os recursos públicos sejam destinados às escolas em tempo hábil para a realização dos desfiles. Permitindo um maior planejamento e tirando as escolas da armadilha da carta de crédito.Lutar por uma agenda maior de eventos contemplando as escolas do grupo de acesso e blocos de rua, com financiamento público. Aproveitando a criação artística das nossas comunidades nas atividades culturais da cidade. 4 – A Cidade do Samba Capixaba já é uma realidade. Após a entrega da obra pronta, como fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba no município?Sabemos que os espaços culturais da cidade na gestão atual estão subutilizados. São prédios abertos, mas com pouco recurso e estrutura para a ação de seus gestores, sobrevivendo com a resistência dos próprios artistas. Exemplo disso é o MUCANE, que não realizou todos os editais de ocupação artística previstos na Lei Rubem Braga nesta gestão. A FAFI que respira sob aparelhos, sem estrutura mínima para a realização de seus cursos, a Casa Porto e o Museu do Pescador que também funcionam na precariedade, sem recursos. Ou mesmo o Mercado da Capixaba, demanda antiga dos moradores do Centro de Vitória, que vai ser inaugurado com pouca participação e debate com quem faz cultura aqui na nossa ilha. Nosso compromisso é cobrar da Prefeitura para que a Cidade do Samba seja entregue com celeridade, com uma gestão participativa e orçamento para a realização de suas atividades, que devem ser para além dos desfiles de carnaval. 5 – Qual sua escola do coração? E por quê?A mais querida! Uma paixão inexplicável, mas que faz parte de toda família. Meu pai, Isaias Santana, é presidente da velha guarda, minha mãe, Maria da Penha, é baiana. Winny, meu irmão é coreógrafo. Hoje faço parte da diretoria da escola. Ainda tem a memória do meu irmão, Lula Rocha, que tocava com muito amor e paixão na Ritmo Forte. Sempre desfilei e ajudei a colocar, mesmo no perrengue, a Unidos da Piedade na avenida. 6 – Na sua visão, o que ainda precisa ser feito nos arredores do Sambão do Povo para o crescimento dos desfiles?Primeiro é considerar que a festa não acontece somente dentro do Sambódromo. O público que não entra é igual ou maior, e tem que ser garantida a estrutura mínima para aproveitarem a festa com conforto e segurança. Também tem que ser pensada modificações estruturais para a concentração e dispersão dos componentes e alegorias, considerando inclusive com a desapropriação/aquisição dos terrenos que hoje já são utilizados para a montagem do carnaval no dia dos desfiles.E pensar uma engenharia e organização para o retorno dos desfilantes alternativa ao corredor minúsculo ao lado dos camarotes. 7 – Como você enxerga as ações feitas pelas agremiações no decorrer do ano, que vão além dos desfiles de fevereiro.Carnaval é muito mais do que o desfile. Ter muito bom ver nossas comunidades aquilombadas, nossos jovens e crianças aprendendo e desenvolvendo nossa cultura aos lado das mais velhas e mais velhos, artistas criando suas poéticas e discursos visuais e rítmicos. Isto é a maior riqueza das Escolas de Samba.Ensaios, festas, paneladas, reuniões, projetos, ações comunitários, e a própria criação dos desfiles, são a perpetuação dos nossos saberes civilizatórios africanos aqui em Vitória. 8 – Como podemos pensar a cidade nos dias de carnaval oficial?Atualmente não existe nenhum planejamento prévio para o carnaval oficial em Vitória. Tudo é feito às pressas pela Prefeitura a partir da pressão dos foliões e toda sociedade.Eu participo ativamente da luta pelo carnaval, na resistência com o Bloco Afro Kizomba. O diálogo do poder público é horrível. E lamentavelmente assistimos cenas como a ação da polícia nos últimos carnavais no Centro de Vitória.É preciso criar um instrumento institucional para que o carnaval de rua e outras expressões do culturais da cidade estejam garantidos, acima da vontade política de quem está ocupando o cargo de Prefeito(a). 9 – Como aprimorar a distribuição de recursos de maneira que as escolas possam construir o Carnaval de março a fevereiro?Temos garantir na legislação municipal que os recursos públicos cheguem para as escolas em tempo hábil para a realização do carnaval.

Vanderson Cesar é o convidado da semana no “Diálogos Carnavalescos”

A terceira edição do “Diálogos Carnavalescos”, fruto da parceria entre Casa Àràbà e Capixabices recebe nesta quarta-feira o jovem artista Vanderson Cesar, da Chegou O Que Faltava. O bate-papo inicia pontualmente às 19h, na rua Graciano Neves 123, Centro de Vitória, com a Casa Àràbà aberta para quem quiser assistir pessoalmente. Haverá também transmissão pelo instagram do Capixabices. Os assuntos vão desde o início do artista no carnaval até o que está preparando para o desfile de 2025. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)

Rafael Prates segue como produtor do álbum da Liesge; Gravações já começaram

Visando alcançar mais uma vez o sucesso de audiência nas faixas do Grupo Especial do Carnaval Capixaba, a Liesge renovou o contrato Rafael Prates, para assinar a produção do álbum 2025. Foram quase 150 mil audições nas 7 obras da temporada 23/24 apenas no Spotify e de maneira geral, os sambistas ficaram satisfeitos com o formato. Prates conversou com o Capixabices sobre o início das gravações. “Com muita honra assino pelo segundo ano a produção musical das faixas do Grupo Especial. Fico feliz em poder contribuir e somar com o Carnaval Capixaba que cresce cada vez mais de forma maravilhosa, seja musical e também cultural. O resultado de 2024 foi um sucesso, e 2025 será melhor ainda em relação aos arranjos, criações com bateria, sempre deixando a música como protagonista. Respeitando melodia, ritmo e andamento de cada escola. Vamos fazer os arranjos pensando em avenida, com dinamismo, eficiência e profissionalismo”, explicou. Segundo Edson Neto, presidente da Liesge, renovar com Prates é confiar novamente em um trabalho que deu certo. “Renovamos o contrato com Rafael Prates porque gostamos do que foi feito no último ano com as escolas de samba. Esse ano vamos mudar algumas situações por questão de logística nas gravações, mas a qualidade será ainda superior a de 2024”.

Petterson Alves é o convidado da semana no “Diálogos Carnavalescos”

Após o sucesso do bate-papo com Vitor Vasale, que inaugurou o projeto “Diálogos Carnavalescos”, Casa Àràbà e Capixabices convidam nesta semana o carnavalesco Petterson Alves, atual bicampeão do Carnaval Capixaba com a Mocidade Unida da Glória. Com início às 19h, na Casa Àràbà (Rua Graciano Neves, 123, Centro de Vitória), a conversa tem como principal assunto a vida artística do convidado. Como começou, por onde passou, quais caminhos percorreu para chegar aos títulos, e claro, sobre o enredo da MUG 2025. O mediador Vinicius Vasconcelos destacou a importância de reunir sambistas no Centro da Cidade. “A ideia principal do projeto é expandir ainda mais os horizontes do Carnaval Capixaba. Quando utilizamos um espaço tão importante quanto a Casa Àràbà, que fica bem no Centro de Vitória, estamos mostrando que nossos artistas tem muito o que contar durante todo o ano. Não apenas nos três meses que antecedem nossa festa. A rua é o melhor lugar para diálogar, todo mundo pode participar. É só chegar, puxar sua cadeira, tomar uma cerveja, comer um torresmo e se sentir em casa. Quem não puder ir presencialmente, também pode assistir pela nossa transmissão no instagram”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)

Mocidade da Praia vai homenagear Alex Lima em 2025; Confira a sinopse

A vice-campeã do Carnaval Capixaba 2024 levará para o Sambão do Povo em 2025 o enredo “Alex do Espírito Santo”. Uma homenagem ao artista Alexandre Lima, grande agitador cultural do ES na década de 80, inventor do ‘rockcongo’, fusão do rock com congo, e um dos criadores do Manimal. Veja a sinopse: APRESENTAÇÃOAlexandre Lima, o nosso Alex, de Vitória, do Espírito Santo; o filho do Marcão e Vera, o irmão do Amaro e da Gabi, o pai da Sofia, da Victória e da Mariana, o grande agitador cultural da cena capixaba se tornou o músico mais importante de sua geração. Seja nas bandas Combatentes da Cidade, Gângsters, Manimal ou Radio Experienza, seja em carreira-solo ou projetos lindos que levam a sua assinatura, desfilou seu talento de cantor, compositor, instrumentista criando uma obra inesquecível e com a cara do estado que tanto amava. Batizou de “Rockongo” um movimento que não só agitou o universo cultural capixaba, como contribuiu para o fortalecimento do pertencimento de nossas raízes. Mostrou que a mistura de ritmos também poderia funcionar aqui trazendo o congo para o centro das manifestações culturais, atingindo assim um público fantástico que se orgulhava em cantar canções que refletiam nosso cotidiano, nossa identidade. Pra contar essa história na avenida do samba em 2025, a Mocidade da Praia cria um enredo sob a perspectiva do olhar do homenageado, uma resenha em primeira pessoa extraída de entrevistas e depoimentos de Alexandre, e também de amigos e parceiros de caminhada, entrecortada por versos de suas canções, tudo para mostrar a imortalidade de uma obra artística feita em azul, branco e rosa e que sempre será capaz de ecoar num riff de guitarra junto à batida de um tambor de congo: Viva Alex Viva! “…Quando bate a lembrançaEu canto esse congoQue é pra Deus abençoar…” Nasci no dia dedicado a São Jorge, o santo guerreiro. Meu pai Marcão foi DJ, radialista e produtor. Minha mãe Vera era ligada a culinária e moda e meu quarto era a discoteca do meu pai e tinha mais de 10.000 discos de vinil. Era meu ipod tamanho família, ouvia de tudo, ópera russa, Hendrix, Nara Leão, Iron Maiden, Caetano Veloso, Sepultura, Mamíferos, Aprigio Lirio, Sergio Sampaio, Roberto Carlos. Tive vários ídolos, mas, na realidade, o que me levou a seguir profissionalmente, além de gostar, é claro, foram o estilo de vida, a arte de tocar, compor e produzir. Essas coisas me fascinam e me dão vida… “…Na noite escura eu vou te enxergarSol da meia noite estrela pra brilhar…” Fui um jovem que andava com os cabelos desgrenhados e tocava saxofone numa banda de rock em meados dos anos 1980. Usava roupas escuras, batinas e todo aquele visual que remete ao movimento dark. Fazia parte dos Combatentes da Cidade, banda de rock contemporânea das influentes e lendárias Thor e o Pó de Anjo… “…Água de benzer,Eu vim te buscarA galera da ilha veio te chamar…” Veio a experiência com os Gangsters e depois com o Mahnimal e todos que dele fizeram parte marcaram a minha vida, mais que um sonho, uma realidade gravada, filmada e vivida, uma banda feita de profissionais da arte, que fazem parte do cenário musical atual do ES. Não temos segredo, é transpiração e trabalho, como escrito na nossa bandeira: “Trabalha e Confia”… “…Tô rezando no tambor de congoCasaca gritando o meu nomeO santo vai decolar…” … A grande ideia foi fazer e mostrar um som com características regionais e mostrar isso aos interessados. Ela surgiu nas pedrinhas da Ufes onde o maestro Jaceguay Lins liderava a banda “Dois” e me convidou pra tocar uma guitarra no congo. A primeira apresentação foi o show “Rockongo” no Carlos Gomes – “Alexandre Lima e Banda Dois” em 1995, depois surgiu o Manimal e na sequencia o Casaca, com quem estou fazendo um tour musical. Ou seja, não importa quem fez, o importante é continuar a ideia, nesse caso é compartilhada e o sonho é coletivo… “… Olhando estrelas do céuAgora ginga casacaBanda de congo e cordelTô rezando no tambor de congo …” … Estamos na estrada e continuamos a fazer hits, como a música “Só tem jogador” do vídeogame mais vendido do mundo, Fifa soccer 2012, lançado mundialmente, e o Casaca, o Rastaclone e tantos outros músicos capixabas vivem da música, independente das bandas, que já são um grande sucesso…Quanto a vendagem de CDs, ninguém mais vende expressivamente os mesmos números, nem no Brasil nem no mundo. Hoje, é a internet uma das saídas da música e da divulgação, mas vale lembrar que sucesso é um ponto de vista e a vida não é filme. Cada um tem o seu momento e a música do ES está se preparando para um novo momento… “… Aonde você for eu vouE junto com você estouSe você sorrir pra mim eu canto…” … O Festival de Lisboa foi minha primeira tour internacional, diria que a Expo 98 foi um marco inicial e agora já estou na minha décima quarta tour. Foram muitos eventos marcantes, como o festival de Montreux na Suíça, dentre mais de 300 apresentações no exterior, incluindo também França, Espanha, Bélgica, Alemanha e Itália. É muita história pra contar!… “…Eu só quero é cantarMudar as coisas de lugarMas se você não quer, eu vou só…” … Porque acabou a indústria do cd como era, hoje o mercado está buscando novas formas de negócio e se reciclando, e nós também! Na realidade, tivemos uma grande exposição no cd Tow Tow, com clip de “Encontrei” no programa Fantástico, além da música “Água de benzer”. A diferença é que fica mais rápido o processo tendo parceiros para divulgar seu trabalho, aí entra a gravadora ou um investidor…Tow tow” é mais mixado com a musica eletrônica e o pop, e “Espírito Congo” é mais roots, tem mais regionalismo, mais congo… “… Valeu a pena, encontrar vocêe dizer que na vida nasci para amar…” … Perdi um grande amigo de forma inesperada. Foi duro e difícil. Repensei minha vida profissional. Trago as lembranças de um grande ser humano. Queiróz estará

Eleições 2024: Conheça o candidato a vereador Raniery Ferreira

Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices apresentará aos leitores os candidatos a vereador e vereadora que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Afinal, não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. As 10 questões são iguais para os candidatos. Conheça o candidato a vereador Raniery Ferreira, do Partido dos Trabalhadores (PT). 1 – Como você enxerga o momento atual dos desfiles das escolas de samba?Vejo o momento atual dos desfiles das escolas de samba como um período de grande evolução e celebração do nosso carnaval. Os desfiles têm mostrado um crescimento impressionante, tanto em termos de criatividade quanto de organização, e essa agenda cultural está cada vez mais consolidada no calendário da nossa cidade. É muito gratificante ver como o nosso carnaval tem se fortalecido, tanto internamente, com os capixabas cada vez mais identificados e engajados com os desfiles, quanto no cenário nacional, tornando-se um verdadeiro patrimônio cultural que atrai olhares e admiração de todo o Brasil. 2 – Se eleito, como pretende contribuir para o crescimento dos desfiles?Se eleito, meu objetivo é apoiar a profissionalização do carnaval de Vitória. Pretendo trabalhar para que as escolas de samba tenham gestores eficientes e equipes de profissionais capacitados em suas estruturas. Com uma gestão mais qualificada, as escolas poderão planejar melhor suas atividades, captar mais recursos e, assim, elevar o nível dos desfiles, fortalecendo ainda mais essa tradição cultural tão importante para nossa cidade. 3 – Ainda existe uma disparidade visual entre as escolas de sexta, sábado e domingo. Caso eleito, o que será feito para elevar o nível dos desfiles do Acesso?É natural que haja alguma disparidade entre as escolas que desfilam na sexta, sábado e domingo, mas essa diferença não pode ser tão gritante como é hoje. Acreditamos que essa disparidade está diretamente ligada à questão dos recursos disponíveis e à profissionalização das gestões das escolas. Caso eleito, meu foco será incentivar melhorias nesses dois aspectos, proporcionando apoio para que as escolas do Grupo de Acesso possam se estruturar melhor, captar mais recursos e, assim, elevar o nível dos seus desfiles. Com uma gestão mais qualificada e recursos adequados, poderemos diminuir essas diferenças e garantir um carnaval mais equilibrado e impactante. 4 – A Cidade do Samba Capixaba já é uma realidade. Após a entrega da obra pronta, como fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba no município?A Cidade do Samba Capixaba é um marco significativo para o nosso Carnaval. Inspirada na bem-sucedida Cidade do Samba do Rio de Janeiro, que desde 2006 centraliza a produção carnavalesca e promove integração cultural, a nossa versão capixaba tem o potencial de replicar e até expandir esses benefícios. Para fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba, penso que se utilizarmos esse espaço não apenas para a criação dos desfiles, mas também para eventos de formação, oficinas, e intercâmbio cultural, envolvendo tanto as escolas de samba quanto outras manifestações culturais da cidade. A participação ativa da comunidade escolar e de outros grupos culturais nesse ambiente será crucial para transformar a Cidade do Samba em um verdadeiro polo de cultura e aprendizado, que valoriza e amplia o alcance do nosso carnaval. 5 – Qual sua escola do coração? E por quê?Minha escola do coração é a ‘Chegou o Que Faltava’, e isso vai além de uma simples escolha. Acompanhei de perto a trajetória dessa escola, que passou de ser vista como o azarão, até ser injustamente apelidada de ‘Chegou a que faltava tudo’, para se transformar nessa gigante do carnaval capixaba que é hoje, uma das favoritas ao título. Mais do que testemunhar essa evolução, tive o privilégio de contribuir para o seu crescimento e transformação. A relação que a ‘Chegou o Que Faltava’ construiu com a comunidade da Grande Goiabeiras, baseada em vínculos fortes e respeito mútuo, também é algo que me enche de orgulho. É essa história de superação, envolvimento e pertencimento que faz dela a minha escola do coração. 6 – Na sua visão, o que ainda precisa ser feito nos arredores do Sambão do Povo para o crescimento dos desfiles?O Sambão do Povo, construído em 1987, foi projetado para um carnaval capixaba bem diferente do que temos hoje. Com o crescimento do nosso carnaval, é natural que a estrutura original enfrente dificuldades para acomodar um evento desse porte. Embora a reforma de 2012 tenha contribuído significativamente, muitos dos problemas estruturais permanecem, especialmente na área de dispersão, que continua sendo um dos principais desafios, gerando complicações a cada ano. Para garantir que o espetáculo continue crescendo em qualidade e grandiosidade, é essencial repensar tanto o acesso quanto a estrutura física do Sambão do Povo. Uma reavaliação abrangente dessas áreas poderá proporcionar uma experiência ainda mais grandiosa para os desfiles e para o público. 7 – Como você enxerga as ações feitas pelas agremiações no decorrer do ano? Que vão além dos desfiles de fevereiro.Eu acredito que muitas agremiações fazem o possível dentro das condições que possuem. Infelizmente, nem todas as escolas de samba de Vitória conseguem manter uma agenda contínua de atividades ao longo do ano, já que, muitas vezes, ainda enfrentam dívidas remanescentes do carnaval anterior ou outros tipos de problemas internos. O ideal seria que as escolas tivessem recursos, estrutura e uma gestão eficiente ao bastante para se envolverem ativamente em atividades culturais e históricas da cidade e das comunidades em que estão inseridas durante todo o ano. No entanto, é importante também reconhecer as limitações e peculiaridades que cada agremiação enfrenta. A realidade é desafiadora, mas as escolas que conseguem se manter ativas fora do período do carnaval demonstram um compromisso incrível com suas comunidades. 8 – Como podemos pensar a cidade nos dias de carnaval oficial?Durante os dias de carnaval, a cidade deve se transformar em um grande palco de celebração cultural, onde todos os cantos respiram o espírito do Carnaval. Esses dias precisam ser mais do que apenas festividade; devem ser

Casa Àràbà e Capixabices promovem “Diálogos Carnavalescos”, no Centro de Vitória, a partir desta quarta-feira

A partir desta quarta-feira, às 19h, o sambista capixaba poderá unir carnaval, cerveja gelada, petisco e bate-papo num só local. Pensando em promover cada vez mais o debate sobre os desfiles das escolas de samba, a Casa Àràbà convidou o Capixabices para o projeto “Diálogos Carnavalescos”. Toda quarta-feira, um artista do carnaval será convidado para o bate-papo, conduzido por Vinicius Vasconcelos, e também transmitido através do instagram do Capixabices (https://www.instagram.com/capixabices_). O primeiro convidado é Vitor Vasale, da Unidos da Piedade. Um dos proprietários da Casa Àràbà, Carlos Fabian, explicou como será o projeto. “A Casa Àràbà entende como fundamental, neste momento da metade da producao do desfile, com enredo já pensado, quase todos sambas escolhidos, que o carnavalesco está em outro ‘tempo’ do carnaval. Provavelmente de finalização dos desenhos, protótipos entrando em execução. Entendemos que fazer isso na Àràbà, no centro da cidade, é popularizar o processo de produção, dar visibilidade, mostrar que não tem um final lá em fevereiro, e sim que todo processo é mutavel desde sua construção. Convidamos o Capixabices, que tem estudado todos os processos desde concepção dos enredos para esta condução. Queremos celebrar os companheiros e companheiras, artistas da nossa festa, que sofrem tanto com as dificuldades de diretorias, estruturas, que muitas vezes tem sua ideia alterada até a avenida”. Vinicius Vasconcelos, editor-chefe do Capixabices, lembra que é preciso debater carnaval o ano inteiro para que a cultura carnavalesca seja cada vez mais inserida dentro de públicos que as escolas ainda não chegaram. “O nosso carnaval cresceu muito nos últimos 3 anos. Mas é preciso mais. Falar de carnaval nos bares, salas de aula, universidades, programas de rádio, TVs, é fundamental para que a gente chegue onde ainda não estamos. A ideia é que seja um papo descontraído, com participação dos presentes na Casa e também pelo instagram. Queremos que seja uma construção coletiva. Uma conversa sobre os perrengues, alegrias, ilusões e etc”. A Casa Àràbà fica na Rua Graciano Neves, 123, Centro de Vitória.