Eleições 2024: Conheça a candidata a vereadora Tuanne Almeida

Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices apresentará aos leitores os candidatos a vereador e vereadora que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Afinal, não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. As 10 questões são iguais para os candidatos. Conheça a candidata a vereadora Tuanne Almeida, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). 1 – Como você enxerga o momento atual dos desfiles das escolas de samba?Primeiramente eu gostaria de parabenizar o Capixabices pela iniciativa de trazer esse debate fundamental sobre o carnaval na nossa cidade nesse período das eleições. O carnaval de Vitória já avançou muito, é considerado o 3º maior carnaval do Brasil, mas ainda temos muito o que avançar em investimento para as escolas e reconhecimento do nosso carnaval como direito, como a maior expressão da nossa cultura no país. É necessário melhorias na estrutura do Sambão do Povo, por exemplo, na área interna e no seu entorno, mas também na área de concentração e dispersão das escolas. O carnaval de Vitória é importante do ponto de vista econômico, social, cultural, movimenta o turismo e a economia da nossa cidade e, portanto, deve ser olhado com mais atenção, não só na época dos desfiles, mas durante todo o ano. 2 – Se eleita, como pretende contribuir para o crescimento dos desfiles?Acompanhei de perto o tema do carnaval no mandato da Camila Valadão quando estava como vereadora. Na época, eu era Chefe de Gabinete, e com isso pude acompanhar as ações desenvolvidas, a situação do carnaval na nossa cidade e o processo de cobrança e fiscalização ao poder executivo. Na época visitamos algumas escolas de samba para conhecer suas demandas e seu funcionamento no período de carnaval e o que encontramos foi uma situação bastante preocupante. Algumas escolas não tem seus espaços próprios para organização, confecção de suas fantasias, organização de seus ensaios e atividades, o que demonstra a necessidade de um investimento maior para que essas escolas sobrevivem e tenham condições de entregar um bom desfile à comunidade. É importante frisar que o papel de uma vereadora é diferente do papel e responsabilidade/atribuição do poder executivo. Dessa forma, o que fizemos na época foi indicar ao poder executivo medidas que contemplem as escolas de samba com maior investimento, bem como fiscalizar sua atuação em relação ao carnaval e às escolas. O tema do carnaval sempre foi debatido com muita responsabilidade pelos mandatos do PSOL ES. Entendemos que o carnaval é uma manifestação, um ato político. Dessa forma, é necessário elegermos uma prefeitura que seja comprometida também com o tema e entenda o carnaval como manifestação da nossa cultura, como é o caso da nossa candidata à prefeita Camila Valadão, que em seu plano de governo propõe a criação de um Plano Municipal do Carnaval e de um Conselho Municipal de Carnaval que pense uma estratégia incluindo o funcionamento, organização, planejamento, segurança. Com certeza a atuação de um/a vereador/a fica melhor comprometida quando pode contar também com a executivo em relação àquelas demandas. 3 – Ainda existe uma disparidade visual entre as escolas de sexta, sábado e domingo. Caso eleita, o que será feito para elevar o nível dos desfiles do Acesso?Nesse caso também é necessário uma fiscalização e cobrança ao poder executivo na realização do investimento de forma transparente às escolas, para que tenham condições também de realizarem seus desfiles como as escolas do grupo especial. Como vereadora me comprometo à fiscalizar e cobrar do executivo essas ações. 4 – A Cidade do Samba Capixaba já é uma realidade. Após a entrega da obra pronta, como fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba no município?É necessário que a Prefeitura pense um plano estratégico para a utilização e fomento da Cidade do Samba, não só na época do carnaval, mas que funcione como um circuito cultural, que tenham atividades culturais, ações das escolas, ensaios, feijoadas durante todo o ano, gerando também emprego e renda. Que seja, de fato, um espaço que movimente a cidade culturalmente e não apenas nas vésperas do carnaval, como vemos que acontece com o Sambão do Povo. Que para além de servir como um espaço para as escolas organizarem seu carnaval, seja também um espaço de formações, cursos e oficinas com as escolas de samba às comunidades. 5 – Qual sua escola do coração? E por quê?Eu tenho um carinho e respeito por diversas escolas aqui de Vitória: Chega Mais, Piedade, Imperatriz do Forte, Chegou o que Faltava e Pega no Samba. Todas elas tenho uma relação que foi se construindo ao longo dos anos, desde quando comecei a acompanhar o carnaval. Sou moradora do Centro e a Piedade sempre teve um espaço forte aqui dentro, foi a escola que abriu alas pra eu conhecer mais de perto os ensaios, desfiles, onde desfilei pela primeira vez e acompanhava mais assiduamente seu processo durante os anos, lá em 2010, por ai. Porém, quando entrei no mandato da Camila Valadão em 2021 tivemos uma ação muito assídua com as escolas da cidade e isso fez eu me aproximar mais das outras escolas, conhecer de perto, ver sua organização durante o ano, desfilando em várias delas e contribuindo nas alas. 6 – Na sua visão, o que ainda precisa ser feito nos arredores do Sambão do Povo para o crescimento dos desfiles?É necessário pensar uma política de revitalização para aquele espaço e seu entorno. Pensar em políticas de investimento e incentivo à atividades culturais não apenas na época do carnaval, mas durante todo o ano. É necessário pensar, por exemplo, não só a estrutura de dentro do Sambão, mas o espaço de concentração e dispersão das escolas. Além disso, é urgente um diálogo com a comunidade que se encontra ali para pensar em conjunto as necessidades de quem vive ali o ano inteiro. 7 – Como você enxerga as ações feitas pelas agremiações no decorrer do ano, que vão além dos desfiles de fevereiro.Acho

Eleições 2024: Conheça o candidato a vereador Anderson Goggi

Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices apresentará aos leitores os candidatos a vereador e vereadora que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Afinal, não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. As 10 questões são iguais para os candidatos. Conheça o candidato a vereador Anderson Goggi, do Partido Progressistas (PP). 1 – Como você enxerga o momento atual dos desfiles das escolas de samba?Acredito que os desfiles do Carnaval de Vitória continuam em uma constante evolução, crescendo ano a ano, e com as agremiações entregando um espetáculo cada vez maior. Além disso, a Liga das escolas de samba vem buscando junto ao poder público e ao setor privado parcerias que levaram inovação ao Sambão do Povo, palco do nosso carnaval. Ainda assim, confio que precisamos focar em dois pontos fundamentais para um crescimento ainda maior de nosso carnaval: a profissionalização da mão de obra e uma maior independência financeira das escolas de samba. 2 – Se eleito, como pretende contribuir para o crescimento dos desfiles?Como venho contribuindo ao longo de todo nosso mandato. Sou um vereador em primeiro mandato e a voz do samba no plenário da Câmara de Vitória. Os presidentes sabem, os sambistas também, e principalmente os vereadores. Toda vez que há um ataque contra a cultura carnavalesca e o desfile das escolas de samba, seja por preconceito ou desconhecimento, minha voz se eleva para falar dos benefícios do carnaval para a comunidade e o quanto ele representa em emprego e renda. A maior prova disso é que, a partir de dois projetos do meu mandato, transformei a “Descida da Unidos da Piedade” e o “Arrastão do Novo Império”, datas oficiais no calendário da cidade. Além disso, buscamos junto ao executivo um reajuste dos valores pagos aos interpretes e compositores, algo estagnado há muitos anos. Sem falar, é claro, naquela que considero a maior vitória de todos: o projeto da Cidade do Samba, que dialogamos inúmeras vezes junto as agremiações, as Ligas das Escolas de Samba e a prefeitura e seus secretários. É assim que pretendo continuar contribuindo, sendo uma voz firme e forte para defender as escolas de samba e o que elas representam. 3 – Ainda existe uma disparidade visual entre as escolas de sexta, sábado e domingo. Caso eleito, o que será feito para elevar o nível dos desfiles do Acesso?Sempre estamos em diálogo com os presidentes das agremiações, sambistas e o executivo de nossa cidade sobre os desfiles. Já ajudei algumas escolas nesse sentido, mas sabemos que as dificuldades são enormes nos grupos de acesso. A verba é pouca, há escassez de mão de obra e o custo alto demais. Mas confesso que não dá para tentar equipar os três grupos, uma vez que, assim como em todos os Estados, há uma disparidade. Mas como forma de reduzir essa diferença, reforço a necessidade de gestões mais profissionais, mais organizadas e menos dependentes do Poder Público. A primeira, e principal ação, deve ocorrer de dentro para fora, e assim, a partir da ajuda da Câmara de Vitória, da Prefeitura, Governo do Estado e parceiros, pretendo ajudar a recuperar a credibilidade das agremiações para um crescimento constante. 4 – A Cidade do Samba Capixaba já é uma realidade. Após a entrega da obra pronta, como fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba no município?Participamos desde o primeiro dia de nosso mandato da construção desse projeto tão importante para nosso carnaval e que deverá fazer nossas escolas alcançarem voos ainda maiores. Um dos principais pontos para fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba é a sua maior participação dos eventos de nossa cidade, que percorrem, anualmente, pontos turísticos e nossas comunidades. Mas com profissionalismo, com grupos de apresentação que representem a cultura carnavalesca, com foco em “vender a marca”, vender a importância e a qualidade daquele pavilhão. Dessa forma, mais pessoas vão ter acesso a importância cultural do Carnaval Capixaba, se maravilhar com o que produzimos e, assim, como todos nós, querer cada vez mais participar e ajudar. Com isso, pretendo aumentar o diálogo com a Secretaria de Cultura de nossa cidade e do Estado para tornar isso uma realidade. 5 – Qual sua escola do coração? E por que?Minha escola de coração é a Novo Império, pois sou nascido e criado na região do Caratoíra e na Grande Santo Antônio. Mas sou um entusiasta do carnaval, amo o espetáculo e frequento várias escolas ao longo do ano. Mas, para ser sincero, venho ajudando mais de perto a Imperatriz do Forte, uma escola de muito chão, de pessoas aguerridas, mas que vem buscando se reestruturar, ano a ano, para manter um padrão de qualidade no nível do Grupo Especial, algo merecido para uma agremiação tão tradicional. 6 – Na sua visão, o que ainda precisa ser feito nos arredores do Sambão do Povo para o crescimento dos desfiles?O primeiro ponto que devemos evoluir é em relação a dispersão do Sambão do Povo, um problema recorrente em nosso carnaval. A área de dispersão não está em sintonia com o crescimento do nosso carnaval, ocasionando problemas para as próprias escolas de samba e também aos moradores da região. Temos que fazer um estudo, o quanto antes, para minimizar ou zerar os problemas neste setor. Outra questão que vamos buscar melhorar é a acessibilidade em todo o Sambão do Povo e na busca por uma reforma das arquibancadas, dando assim mais segurança e conforto aos sambistas e amantes do nosso carnaval. 7 – Como você enxerga as ações feitas pelas agremiações no decorrer do ano, que vão além dos desfiles de fevereiro.Vejo de forma positiva! Com os eventos que realizam, como feijoadas, disputas de samba e ensaios, movimentam a comunidade e captam recursos que são utilizados no carnaval. Isso é fundamental. Por isso sou defensor de que as escolas busquem cada vez mais o profissionalismo em todos os seus segmentos, para serem cada vez

Novo Império lança conjunto de fantasias com ‘o melhor de Osvaldo Garcia’ para 2025

No último domingo (29) a Novo Império apresentou para sua comunidade os protótipos das fantasias que pretende levar para a avenida em 2025, com o enredo “As voltas que a vida dá”, autoral do carnavalesco Osvaldo Garcia. Antes de iniciar a apresentação dos figurinos, o artista fez um pequeno resumo do que se trata o tema proposto. Revelou que a história que a escola vai contar na avenida acontece à noite. Portanto, é a noite boêmia de Vitória, dividida em três voltas: a do Saldanha, a do Centro de Vitória, e a do Caratoíra. Neste último, a azul, branco e rosa será homenageada. Na primeira fantasia, o imperiano foi surpreendido com uma bela ala de baianas, em tom preto com prata, representando a própria noite. Com uma saia vazada, estrelas e luas ao redor. No decorrer do desfile, as cores vão tomando forma na ‘noite imperiana’, alas com adereços de mão, costeiro, bem calçadas, e principalmente, com boa leitura para os jurados. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_) O último setor é para os torcedores saudosistas. É onde as cores da agremiação são reveladas, com devido capricho que o desfilante merece. Na última ala do desfile, a Novo Império irá relembrar seus baluartes. Nos adereços de mão, fotografias de pessoas que fizeram história dentro da agremiação. A impressão que se dá a partir do evento, é que a Novo Império reconheceu os erros do último carnaval – não à toa foi ao mercado e reformulou quase 100% do seu quadro de colaboradores -, e também está na busca pelo retorno ao pódio.

Eleições 2024: Conheça o candidato a vereador André Moreira

Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices apresentará aos leitores os candidatos a vereador e vereadora que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Afinal, não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. As 10 questões são iguais para os candidatos. Conheça o candidato a vereador André Moreira do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). 1 – Como você enxerga o momento atual dos desfiles das escolas de samba?É notável o avanço que o Carnaval experimentou em Vitória nos últimos 15 a 20 anos. Os desfiles estão em uma fase de expansão e valorização cultural, mas precisam dar um passo além. É preciso que as escolas caminhem na direção da autonomia, inclusive em relação à política. Carnaval é crítica e só se pode exercer a crítica, com liberdade, inclusive a financeira. Nesse sentido acredito que as escolas precisam ser apoiadas para que possam funcionar o ano todo, mas numa busca da sustentabilidade econômica. Tem que haver projeto e coordenação. Elas precisam ganhar condições para ser fonte de renda e oportunidade de trabalho para as comunidades onde estão inseridas. Na medida em que as escolas alcançarem esse patamar a distância entre a qualidade dos desfiles pode ser diminuída. É preciso lembrar que há necessidade de ações metropolitanas, porque nem todas as escolas que desfilam em Vitória, estão localizadas no município. É preciso articulação intermunicipal. É difícil acontecer isso em uma gestão municipal que não se articula, não conversa com o Estado, com o Governo Federal e nem com outros municípios. 2 – Se eleito, como pretende contribuir para o crescimento dos desfiles?A atuação do vereador é muito restrita nesse campo. O que pretendo fazer é manter a articulação com os movimentos sociais, escolas e blocos de carnaval incluídos para ajudar na organização desses grupos. Fizemos isso nos dois anos do nosso mandato e colhemos muito frutos. O carnaval de rua, por exemplo, só aconteceu porque trabalhamos em conjunto com o Blocão, comerciantes, moradores e outros apoiadores do Carnaval para defendê-lo de decretos absurdos baixados pela Prefeitura. É um trabalho que não pode e não vai parar. Outro ponto em que posso contribuir é na construção de políticas que permitam o financiamento às escolas de samba, para além dos recursos públicos. É preciso pensar num caminho que possa resultar na profissionalização do setor, com formações para quem trabalha diretamente no carnaval. 3 – Ainda existe uma disparidade visual entre as escolas de sexta, sábado edomingo. Caso eleito, o que será feito para elevar o nível dos desfiles doAcesso?A disparidade entre os grupos se deve, em parte, ao acesso desigual aos recursos. Quando se pensa o carnaval como um todo, dos blocos de rua às escolas em todos os grupos, é possível construir soluções que beneficiem a todos e diminuam essas diferenças paulatinamente. O mais importante é que as escolasrepresentem suas comunidades e que os moradores se vejam representados pelas agremiações. 4 – A Cidade do Samba Capixaba já é uma realidade. Após a entrega da obrapronta, como fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba nomunicípio?A Cidade do Samba é um projeto cujas obras estão previstas para serem iniciadas em 2025, pós carnaval. Por enquanto é só um projeto 3 D. É preciso que ele se torne, de verdade, um centro de referência cultural e de formação para novas gerações de modo Defendo que ela, junto com o Sambão do Povo, possam sediar a realização de eventos ao longo do ano, sejam espaços para promover ensaios, oficinas de samba e ações comunitárias, conectando as comunidades com as escolas de samba. Vejo as próprias escolas de samba como espaços de cultura e educação “não escolar”. Elas são centros de encontro comunitário que precisam ser estimulados. 5 – Qual sua escola do coração? E por quê?Não tenho uma escola de coração específica. Defendo o fortalecimento de todas as agremiações, tanto do Grupo Especial quanto do Acesso, reconhecendo que todas têm um papel fundamental na preservação da nossa cultura. Temos uma proximidade maior com duas agremiações em virtude de projetos que elas desenvolvem. É a Pega no Samba e a Imperatriz do Forte. Ambas procuraram o mandato e apresentaram iniciativas que nós apoiamos porque tratam de valorização da juventude e profissionalização. E reafirmo: as escolas precisam se libertar do poder público, precisam alcançar autonomia em relação ao processo político e preservar a liberdade de crítica. 6 – Na sua visão, o que ainda precisa ser feito nos arredores do Sambão doPovo para o crescimento dos desfiles?Precisamos investir na infraestrutura dos arredores, garantindo melhorias na segurança, mobilidade e acesso ao público. O Sambão do Povo também deve ser pensado como um polo cultural e turístico, atraindo visitantes o ano todo. As escolas e o Sambão têm que estar, necessariamente, conectados com as comunidades. 7 – Como você enxerga as ações feitas pelas agremiações no decorrer do ano,que vão além dos desfiles de fevereiro?As escolas de samba e blocos desempenham um papel importante com projetos sociais e atividades culturais, mantendo a chama do carnaval acesa o ano todo. Essas ações precisam de apoio institucional para se consolidarem como ferramentas de inclusão social. Chamo atenção para o Projeto Pega do Amanhã, da escola Pega no Samba, que tem feito a diferença naquela comunidade. 8 – Como podemos pensar a cidade nos dias de carnaval oficial?Devemos pensar o carnaval como um evento que envolve toda a cidade, desde o apoio aos blocos de rua até os desfiles das escolas de samba. As ruas devem ser transformadas em espaços de convivência, respeitando a diversidade e celebrando a cultura popular. Nos últimos anos não é isso o que tem acontecido. Foram várias as tentativas de se impor toque de recolher, via decretos ou por meio de violenta ação policial. Não acho que essa seja a visão e a ação mais adequada para que a cidade se beneficie da folia. Carnaval é cultura, mas também cumpre importante função econômica. 9 – Como

Andaraí apresenta bom conjunto de fantasias para homenagear Mercado da Capixaba

O evento que marcou de vez a busca do Andaraí pelo retorno ao Grupo Especial aconteceu neste domingo (22). A escola já tem enredo, samba-enredo, equipe completa para 2025, e agora, um agradável conjunto de fantasias feitas pelo carnavalesco Alex Santiago, para homenagear o Mercado da Capixaba. A ‘Mariscada do Andaraí” aconteceu no Caxias Esporte Clube, e foi marcada por grandes momentos. Primeiro pelo grande público que compareceu. Segundo pela belíssima apresentação do novo segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da verde e rosa, Sylvio Neto e Yasmin Liz. A dupla foi devidamente apresentada a comunidade por Guilherme Pimenta e Alana Marques, detentores do pavilhão principal da escola. Com um bailado leve e sensível, Sylvio e Yasmin tem talento para ser o futuro do quesito no ES. Assista aqui o vídeo da apresentação do segundo casal O ápice do evento foi a apresentação das fantasias de 2025. Thiago Bandeira, presidente da escola, fez questão de frisar que o Andaraí não trabalha com protótipos, e que o que o público estava vendo é realmente o que está em reprodução. No Grupo de Acesso, principalmente, é primordial que o jurado olhe para as fantasias que estão passando no Sambão do Povo e faça a leitura imediata do que significa. E foi exatamente isso o que o carnavalesco Alex Santiago criou para o Andaraí. Um conjunto de fantasias leves, com rápida identificação a partir do enredo proposto. Destaques para a ala das baianas, bateria e passistas. Veja as fotos das fantasias da verde e rosa para 2025.

Eleições 2024: Conheça a candidata a vereadora Ana Paula Rocha

Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices apresentará aos leitores os candidatos a vereador e vereadora que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Afinal, não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. As 10 questões são iguais para os candidatos. Conheça a candidata a vereadora Ana Paula Rocha do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). 1 – Como você enxerga o momento atual dos desfiles das escolas de samba?Estamos vivendo um momento de consolidação dos desfiles das escolas de samba, no ponto de vista artístico. Cada vez mais as escolas tem se empenhado para fazer um carnaval com beleza e envolvimento das comunidades. Entretanto, a estrutura dos desfiles no Sambão caminharam para distanciar o povo do espetáculo. A diminuição das arquibancadas em detrimento do aumento dos camarotes é a evidência disso. Representa o caráter empresarial ganhando mais espaço que o compromisso popular da festa. 2 – Se eleita, como pretende contribuir para o crescimento dos desfiles?Vou lutar pela participação, ainda maior, do poder público no financiamento e construção dos desfiles, junto a proposição de políticas públicas para a subsistência das escolas de samba. Principalmente, considerando as escolas de Vitória, que em grande maioria não tem quadras.Vou cobrar uma maior cooperação entre escolas e prefeitura para a utilização dos espaços públicos da cidade (praças, escolas municipais, centros culturais, ruas, etc.) para a realização das atividades das escolas de samba.Lutar pela criação e melhoria das quadras das escolas de samba, ocupando espaços ociosos da cidade. E pressionar para a realização do projeto da Cidade do Samba. Já vimos esta promessa ser feita em outras gestões… 3 – Ainda existe uma disparidade visual entre as escolas de sexta, sábado e domingo. Caso eleita, o que será feito para elevar o nível dos desfiles do Acesso?Primeira ação é buscar garantir na legislação municipal que os recursos públicos sejam destinados às escolas em tempo hábil para a realização dos desfiles. Permitindo um maior planejamento e tirando as escolas da armadilha da carta de crédito.Lutar por uma agenda maior de eventos contemplando as escolas do grupo de acesso e blocos de rua, com financiamento público. Aproveitando a criação artística das nossas comunidades nas atividades culturais da cidade. 4 – A Cidade do Samba Capixaba já é uma realidade. Após a entrega da obra pronta, como fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba no município?Sabemos que os espaços culturais da cidade na gestão atual estão subutilizados. São prédios abertos, mas com pouco recurso e estrutura para a ação de seus gestores, sobrevivendo com a resistência dos próprios artistas. Exemplo disso é o MUCANE, que não realizou todos os editais de ocupação artística previstos na Lei Rubem Braga nesta gestão. A FAFI que respira sob aparelhos, sem estrutura mínima para a realização de seus cursos, a Casa Porto e o Museu do Pescador que também funcionam na precariedade, sem recursos. Ou mesmo o Mercado da Capixaba, demanda antiga dos moradores do Centro de Vitória, que vai ser inaugurado com pouca participação e debate com quem faz cultura aqui na nossa ilha. Nosso compromisso é cobrar da Prefeitura para que a Cidade do Samba seja entregue com celeridade, com uma gestão participativa e orçamento para a realização de suas atividades, que devem ser para além dos desfiles de carnaval. 5 – Qual sua escola do coração? E por quê?A mais querida! Uma paixão inexplicável, mas que faz parte de toda família. Meu pai, Isaias Santana, é presidente da velha guarda, minha mãe, Maria da Penha, é baiana. Winny, meu irmão é coreógrafo. Hoje faço parte da diretoria da escola. Ainda tem a memória do meu irmão, Lula Rocha, que tocava com muito amor e paixão na Ritmo Forte. Sempre desfilei e ajudei a colocar, mesmo no perrengue, a Unidos da Piedade na avenida. 6 – Na sua visão, o que ainda precisa ser feito nos arredores do Sambão do Povo para o crescimento dos desfiles?Primeiro é considerar que a festa não acontece somente dentro do Sambódromo. O público que não entra é igual ou maior, e tem que ser garantida a estrutura mínima para aproveitarem a festa com conforto e segurança. Também tem que ser pensada modificações estruturais para a concentração e dispersão dos componentes e alegorias, considerando inclusive com a desapropriação/aquisição dos terrenos que hoje já são utilizados para a montagem do carnaval no dia dos desfiles.E pensar uma engenharia e organização para o retorno dos desfilantes alternativa ao corredor minúsculo ao lado dos camarotes. 7 – Como você enxerga as ações feitas pelas agremiações no decorrer do ano, que vão além dos desfiles de fevereiro.Carnaval é muito mais do que o desfile. Ter muito bom ver nossas comunidades aquilombadas, nossos jovens e crianças aprendendo e desenvolvendo nossa cultura aos lado das mais velhas e mais velhos, artistas criando suas poéticas e discursos visuais e rítmicos. Isto é a maior riqueza das Escolas de Samba.Ensaios, festas, paneladas, reuniões, projetos, ações comunitários, e a própria criação dos desfiles, são a perpetuação dos nossos saberes civilizatórios africanos aqui em Vitória. 8 – Como podemos pensar a cidade nos dias de carnaval oficial?Atualmente não existe nenhum planejamento prévio para o carnaval oficial em Vitória. Tudo é feito às pressas pela Prefeitura a partir da pressão dos foliões e toda sociedade.Eu participo ativamente da luta pelo carnaval, na resistência com o Bloco Afro Kizomba. O diálogo do poder público é horrível. E lamentavelmente assistimos cenas como a ação da polícia nos últimos carnavais no Centro de Vitória.É preciso criar um instrumento institucional para que o carnaval de rua e outras expressões do culturais da cidade estejam garantidos, acima da vontade política de quem está ocupando o cargo de Prefeito(a). 9 – Como aprimorar a distribuição de recursos de maneira que as escolas possam construir o Carnaval de março a fevereiro?Temos garantir na legislação municipal que os recursos públicos cheguem para as escolas em tempo hábil para a realização do carnaval.

Rafael Prates segue como produtor do álbum da Liesge; Gravações já começaram

Visando alcançar mais uma vez o sucesso de audiência nas faixas do Grupo Especial do Carnaval Capixaba, a Liesge renovou o contrato Rafael Prates, para assinar a produção do álbum 2025. Foram quase 150 mil audições nas 7 obras da temporada 23/24 apenas no Spotify e de maneira geral, os sambistas ficaram satisfeitos com o formato. Prates conversou com o Capixabices sobre o início das gravações. “Com muita honra assino pelo segundo ano a produção musical das faixas do Grupo Especial. Fico feliz em poder contribuir e somar com o Carnaval Capixaba que cresce cada vez mais de forma maravilhosa, seja musical e também cultural. O resultado de 2024 foi um sucesso, e 2025 será melhor ainda em relação aos arranjos, criações com bateria, sempre deixando a música como protagonista. Respeitando melodia, ritmo e andamento de cada escola. Vamos fazer os arranjos pensando em avenida, com dinamismo, eficiência e profissionalismo”, explicou. Segundo Edson Neto, presidente da Liesge, renovar com Prates é confiar novamente em um trabalho que deu certo. “Renovamos o contrato com Rafael Prates porque gostamos do que foi feito no último ano com as escolas de samba. Esse ano vamos mudar algumas situações por questão de logística nas gravações, mas a qualidade será ainda superior a de 2024”.

Eleições 2024: Conheça a candidata a vereadora Karla Coser

Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices apresentará aos leitores os candidatos a vereador e vereadora que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Afinal, não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. As 10 questões são iguais para os candidatos. Conheça a candidata a vereadora Karla Coser do Partido dos Trabalhadores (PT). 1 – Como você enxerga o momento atual dos desfiles das escolas de samba?Acho que estamos no melhor momento da história do carnaval de Vitória. E aqui faço questão de ressaltar que foi a gestão do ex-prefeito João Coser, que fez a reforma integral do Sambão do Povo e colocou o desfile das nossas escolas de samba no cenário nacional, além de ter criado o slogan “o carnaval do Brasil começa aqui” que até hoje é usado. O que temos hoje é fruto do trabalho contínuo de gestões anteriores, que investiram no desfile das escolas de samba e deram base para que a gente tivesse condições de disputar com o Rio de Janeiro, com São Paulo e com o Brasil inteiro. Mas isso não significa que é suficiente. As escolas precisam de ainda mais investimento, como na estrutura do Sambão, que já é boa, mas que precisa ser melhorada, principalmente quando se trata da concentração e dispersão das escolas, além de ofertar capacitação e qualificação para os profissionais que estão o ano todo trabalhando. 2 – Se eleita, como pretende contribuir para o crescimento dos desfiles?É preciso esclarecer que essa é uma responsabilidade prioritariamente do executivo, mas acredito que nossa função, enquanto legislativo, seja cobrar e garantir que as Secretarias de Cultura e de Desenvolvimento, tenham recursos para o Carnaval. Um recurso que, como sempre repito, não é gasto, é investimento. Investimento em cultura, em geração de emprego e renda e no crescimento dos desfiles. E assim como fiz no meu mandato nesses quatro anos, continuarei cobrando para que as escolas recebam esses recursos, com a responsabilidade e o trabalho de fiscalizar e cobrar transparência tanto do executivo quanto da Liga, em como esses recursos estão sendo empenhados. 3 – Ainda existe uma disparidade visual entre as escolas de sexta, sábado e domingo. Caso eleita, o que será feito para elevar o nível dos desfiles do Acesso?Essa é uma pergunta que diz mais sobre ações do executivo do que propriamente do legislativo, mas reitero a cobrança de que todo o carnaval de Vitória precisa e merece ser assistido pelo poder público. O que precisa acontecer é a elaboração de um planejamento pensado para as escolas dos grupos de acesso A e B. Temos visto uma melhora no grupo A, sendo uma disputa muito acirrada, inclusive, e uma carência muito grande no grupo de acesso B. Desta maneira, acredito que seja fundamental garantir o mínimo de investimento para que as escolas desses grupos tenham estrutura para chegarem ao Sambão do Povo. Enquanto vereadora, seguirei fazendo essa cobrança. 4 – A Cidade do Samba Capixaba já é uma realidade. Após a entrega da obra pronta, como fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba no município?Acho que antes de tudo, preciso reforçar a necessidade de que aquele espaço precisa ser construído ouvindo as comunidades que serão impactadas e que vão usufruir dele. Essa não pode ser só uma obra que o prefeito quer entregar e colocar uma placa com o nome dele, algo comum dessa gestão. Sendo assim, é importante que a Cidade do Samba seja um espaço que gere renda para as escolas o ano todo. Que tenha espaço para os barracões, para a confecção das alegorias, mas também para que as feijoadas aconteçam lá com estrutura adequada, que sejam espaços que entrem na rota do turismo do município, enfim, para que a vida do nosso carnaval aconteça naquele espaço. 5 – Qual sua escola do coração? E por quê?Costumo brincar que eu sou de todas as escolas! Apesar de ter um carinho muito grande pela Jucutuquara, que foi a primeira escola que desfilei, acho que lá em 2004/05 e pela Piedade, que fui destaque em um carro, e foi uma grande honra e emoção! Mas eu também já saí no Pega no Samba, na Chega Mais, até na Independentes de São Torquato, lá de Vila Velha. Eu realmente tenho um carinho muito grande pelas escolas de Vitória, então para mim é difícil escolher uma só e todas estão no meu coração de alguma forma. 6 – Na sua visão, o que ainda precisa ser feito nos arredores do Sambão do Povo para o crescimento dos desfiles?Eu acho que precisamos pensar em uma reurbanização de todo o entorno do Sambão, o tornando de fato, o Complexo Cultural Walmor Miranda. Uma obra de requalificação da orla que fica atrás das arquibancadas e no corredor atrás dos camarotes, que garanta acessibilidade, iluminação adequada, lixeiras e coletores para que os resíduos não sejam despejados na maré, a interlocução entres os demais equipamentos culturais que estão localizados na região, mas, principalmente, o planejamento com o trânsito. 7 – Como você enxerga as ações feitas pelas agremiações no decorrer do ano, que vão além dos desfiles de fevereiro.Eu acho que é muito importante essa movimentação. Sinto falta de uma coisa de que quando o João era prefeito, que eram os ensaios das escolas no pré-carnaval. Eram eventos enormes que movimentavam e geravam muita renda para as escolas. A gente não quer fazer carnaval só em janeiro e fevereiro, a gente quer fazer carnaval o ano todo, então esses momentos são muito importantes de presença, de conexão. E o que eu acho mais bacana é que pessoas de outras escolas também participam das feijoadas uns dos outros para prestigiar, isso mostra que apesar da disputa é uma relação de cordialidade. São de fato coirmãs! 8 – Como podemos pensar a cidade nos dias de carnaval oficial?O carnaval oficial é uma das minhas paixões. O nosso mandato defendeu muito o desfile dos blocos de

Eleições 2024: Conheça o candidato a vereador Raniery Ferreira

Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices apresentará aos leitores os candidatos a vereador e vereadora que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Afinal, não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. As 10 questões são iguais para os candidatos. Conheça o candidato a vereador Raniery Ferreira, do Partido dos Trabalhadores (PT). 1 – Como você enxerga o momento atual dos desfiles das escolas de samba?Vejo o momento atual dos desfiles das escolas de samba como um período de grande evolução e celebração do nosso carnaval. Os desfiles têm mostrado um crescimento impressionante, tanto em termos de criatividade quanto de organização, e essa agenda cultural está cada vez mais consolidada no calendário da nossa cidade. É muito gratificante ver como o nosso carnaval tem se fortalecido, tanto internamente, com os capixabas cada vez mais identificados e engajados com os desfiles, quanto no cenário nacional, tornando-se um verdadeiro patrimônio cultural que atrai olhares e admiração de todo o Brasil. 2 – Se eleito, como pretende contribuir para o crescimento dos desfiles?Se eleito, meu objetivo é apoiar a profissionalização do carnaval de Vitória. Pretendo trabalhar para que as escolas de samba tenham gestores eficientes e equipes de profissionais capacitados em suas estruturas. Com uma gestão mais qualificada, as escolas poderão planejar melhor suas atividades, captar mais recursos e, assim, elevar o nível dos desfiles, fortalecendo ainda mais essa tradição cultural tão importante para nossa cidade. 3 – Ainda existe uma disparidade visual entre as escolas de sexta, sábado e domingo. Caso eleito, o que será feito para elevar o nível dos desfiles do Acesso?É natural que haja alguma disparidade entre as escolas que desfilam na sexta, sábado e domingo, mas essa diferença não pode ser tão gritante como é hoje. Acreditamos que essa disparidade está diretamente ligada à questão dos recursos disponíveis e à profissionalização das gestões das escolas. Caso eleito, meu foco será incentivar melhorias nesses dois aspectos, proporcionando apoio para que as escolas do Grupo de Acesso possam se estruturar melhor, captar mais recursos e, assim, elevar o nível dos seus desfiles. Com uma gestão mais qualificada e recursos adequados, poderemos diminuir essas diferenças e garantir um carnaval mais equilibrado e impactante. 4 – A Cidade do Samba Capixaba já é uma realidade. Após a entrega da obra pronta, como fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba no município?A Cidade do Samba Capixaba é um marco significativo para o nosso Carnaval. Inspirada na bem-sucedida Cidade do Samba do Rio de Janeiro, que desde 2006 centraliza a produção carnavalesca e promove integração cultural, a nossa versão capixaba tem o potencial de replicar e até expandir esses benefícios. Para fomentar ainda mais a cultura das escolas de samba, penso que se utilizarmos esse espaço não apenas para a criação dos desfiles, mas também para eventos de formação, oficinas, e intercâmbio cultural, envolvendo tanto as escolas de samba quanto outras manifestações culturais da cidade. A participação ativa da comunidade escolar e de outros grupos culturais nesse ambiente será crucial para transformar a Cidade do Samba em um verdadeiro polo de cultura e aprendizado, que valoriza e amplia o alcance do nosso carnaval. 5 – Qual sua escola do coração? E por quê?Minha escola do coração é a ‘Chegou o Que Faltava’, e isso vai além de uma simples escolha. Acompanhei de perto a trajetória dessa escola, que passou de ser vista como o azarão, até ser injustamente apelidada de ‘Chegou a que faltava tudo’, para se transformar nessa gigante do carnaval capixaba que é hoje, uma das favoritas ao título. Mais do que testemunhar essa evolução, tive o privilégio de contribuir para o seu crescimento e transformação. A relação que a ‘Chegou o Que Faltava’ construiu com a comunidade da Grande Goiabeiras, baseada em vínculos fortes e respeito mútuo, também é algo que me enche de orgulho. É essa história de superação, envolvimento e pertencimento que faz dela a minha escola do coração. 6 – Na sua visão, o que ainda precisa ser feito nos arredores do Sambão do Povo para o crescimento dos desfiles?O Sambão do Povo, construído em 1987, foi projetado para um carnaval capixaba bem diferente do que temos hoje. Com o crescimento do nosso carnaval, é natural que a estrutura original enfrente dificuldades para acomodar um evento desse porte. Embora a reforma de 2012 tenha contribuído significativamente, muitos dos problemas estruturais permanecem, especialmente na área de dispersão, que continua sendo um dos principais desafios, gerando complicações a cada ano. Para garantir que o espetáculo continue crescendo em qualidade e grandiosidade, é essencial repensar tanto o acesso quanto a estrutura física do Sambão do Povo. Uma reavaliação abrangente dessas áreas poderá proporcionar uma experiência ainda mais grandiosa para os desfiles e para o público. 7 – Como você enxerga as ações feitas pelas agremiações no decorrer do ano? Que vão além dos desfiles de fevereiro.Eu acredito que muitas agremiações fazem o possível dentro das condições que possuem. Infelizmente, nem todas as escolas de samba de Vitória conseguem manter uma agenda contínua de atividades ao longo do ano, já que, muitas vezes, ainda enfrentam dívidas remanescentes do carnaval anterior ou outros tipos de problemas internos. O ideal seria que as escolas tivessem recursos, estrutura e uma gestão eficiente ao bastante para se envolverem ativamente em atividades culturais e históricas da cidade e das comunidades em que estão inseridas durante todo o ano. No entanto, é importante também reconhecer as limitações e peculiaridades que cada agremiação enfrenta. A realidade é desafiadora, mas as escolas que conseguem se manter ativas fora do período do carnaval demonstram um compromisso incrível com suas comunidades. 8 – Como podemos pensar a cidade nos dias de carnaval oficial?Durante os dias de carnaval, a cidade deve se transformar em um grande palco de celebração cultural, onde todos os cantos respiram o espírito do Carnaval. Esses dias precisam ser mais do que apenas festividade; devem ser