“Guardiã da vida, luta e resistência”, parceria dos Gaviões da Fiel vence disputa de samba no Pega

A parceria de Bruna Medeiros, Fabíola Guimarães, Bebeto, Gil, Miquimba, Skolzinho & Bichão (Gaviões da Fiel) é campeã na disputa de samba-enredo do Pega no Samba. Em uma noite de grandes obras com compositores inspirados, os três finalistas se destacaram de alguma forma. A primeira parceria da noite foi a de Xanxan e cia. Com uma obra mais linear, sem grandes explosões, o samba foi bem conduzido na voz do intérprete Lauro. A parte mais cantada ficava por conta do trecho que antecede o refrão “Pega no samba é pra quem tem fé”. Segunda parceria a se apresentar foi a grande campeã dos Gaviões da Fiel ES. Em um palco bastante ‘pesado’, com Kleber Simpatia e Edu Chagas responsáveis pelas vozes principais, a parceria fez questão de dedicar a apresentação aos corinthianos que morreram em acidente voltando da caravana e aos que ainda estão hospitalizados. O refrão do samba era cantado forte pelos presentes principalmente o trecho inicial “Luanda aê, Luanda!”. Fechando a disputa, a parceria de Danilo Cezar fez uma ótima apresentação. Danilo, Guilherme Kauã, e o popular ‘Carro de Som do Axé’ formavam o palco. Com direito a alusivo da escola para emocionar e atabaques em diversos trechos da obra. Os dois refrões chamaram atenção tanto por melodia, quanto por letra. Vale lembrar que segundo o diretor de carnaval da escola, Wesley Denadai, qualquer um dos três sambas que fossem escolhidos passariam por alterações de letra. A versão com ajustes deve ser apresentada em breve na voz do cantor oficial Breno Almeida. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)
Império de Fátima lança sinopse de enredo e divulga regras do concurso de samba

O prazo limite para os compositores enviarem suas obras é dia 18 de agosto. Obrigatoriamente, as gravações deverão ser feitas apenas com voz e cavaco. Após audição interna da diretoria, a escola vai definir 3 sambas para grande final que vai acontecer dia 24/08. Para mais informações (27) 9 9878-9596 (Mestre Jorginho) Leia na íntegra a sinopse do enredo “Arte popular na corte imperial” desenvolvido pelo carnavalesco Mário Puluker e o enredista e pesquisador Felipe Diniz. “A arte é cor, ideia, sentimento e movimento. E a arte brasileira tem seus maiores templos e locais de exposições permanentes durante todos os dias das festas, celebrações, eventos e entretenimentos das culturas populares nacionais. A cultura, a educação e a arte são partes indivisíveis de uma mesma moeda geopolítico-social do mais alto valor.” Ricardo V. Barradas Sinopse: Respeitável público, ou melhor dizendo respeitável “povo brasileiro” é com muita honra que apresentamos aqui o maior espetáculo popular do planeta! E não se trata de uma apresentação artística isolada e sim uma junção de manifestações populares que fazem da nossa gente uma estrutura única. Levamos a arte através da dança, da pintura, da música, da atuação, e é claro o sorriso que é a forma única de se expressar e ser feliz. E como em um passe de mágica, vemos a tradição passar dos pais para os filhos, revelando através dos sonhos e da saudade, um aglomerado de sentimentos, que rodeiam a fantasia popular no passar das gerações. Uma lona armada, nos leva a um picadeiro onde o popular se faz aplaudir. Coelhos saem da cartola e uma trupe responsável por manter viva diversas tradições desembarca em nossa avenida principal, refletindo à poesia da descendência cigana, e vestígios de uma era medieval, de uma forma tão singular que o brasileiro adotou como sua forma de sorrir. No coração da mais pura nostalgia afirmamos que sim “Hoje tem alegria e tem sim senhor” e que o espetáculo popular só estar a começar… Nas adaptações culturais e sociais festejos foram se adequando, brava gente brasileira, que do fundo de seus quintais adaptou crenças e cortejos em eternas folias. Exaltamos aqui à folia de reis, tradição de cunho religioso trazida pelos portugueses e espanhóis no sex XIX. Viva a tradição cristã que se popularizou em nome da fé, e que de forma artística decorou estandartes através de mãos e sentimentos que elevaram a crença ao mais alto patamar. O tempo não para ao ver a arte passar, exaltando culturas que não tem fronteiras e que não conhecem barreiras geográficas, afinal um tão popular, país de direito que possui em suas curvas e terras, um formato de coração, a batida do tambor aqui com certeza seria mais forte. Ah o tambor! Sua batida nos leva a festa do divino, e a celebração da descida do espirito santo aos olhos católicos – cristãos, e sua aparição a nossa senhora e aos apóstolos. Novamente o povo às ruas a cantar, a rezar e a pedir por dias melhores. Aqui a arte esta bordada em roupas e estandartes, com lindas cores e simbolismo sem igual. E o tambor ali também se manifesta, muitas vezes enfeitado com lindas fitas coloridas, ao som de orações e cânticos de paz. Artista é o nome que se dá a quem pratica a arte. Arte, e o que é a arte? ela vem das mãos ou vem das vozes? Vem da mente ou do coração? Moldada em barro ou em palha, ela se entrelaça aos dedos, escorre pelo braço , em finas linhas entra por agulhas e carretéis, é cortada e costurada e se apresenta em forma de imagens, bonecas, vasos ou réplicas do cotidiano, que enfeitam lembranças, que são expostas e passam a ser chamadas de artesanato. Um espetáculo de talento erguido pelos mais simples e aplaudido pelos mais sensíveis. A ancestralidade popular do nosso povo, nos leva a embrenhar matas da gigantesca floresta, ali a arte se funde a lendas e ganha movimentos realistas, que dão vida a seres e deuses, apresentamos uma forma de arte que se tornou um espetáculo mundialmente conhecido pelo seu “capricho” e sua “garantia” de uma grande exibição. Exaltamos aqui a arte criar e tirar do papel grandes esculturas e de fazer movimentar cada uma delas que durante o festival de Parintins encanta os olhos de quem busca um pouco mais da cultura indígena brasileira. O popular artístico, é encontrado pelas estradas, viajar pelo Brasil, é descobrir que a cada canto, existe um pingo de arte dedicado a alguma manifestação cultural, religiosa ou folclórica. O Nordeste nos leva aos caminhos da roça, com seus festivais juninos de grande valor. A arte está na dança, na coreografia, nas músicas que encantam gerações. Espelhada nos retalhos e remendados que trazem aos espectadores a lembrança que toda cultura vem do povo, vem de pessoas simples que mesmo nos dias de gloria onde se tornam a estrela de uma festa, continuam fiéis as suas raízes. Mas como não falar de arte popular e não aplaudir a maior de todas as manifestações do Brasil, o nosso carnaval. Muito mais que uma simples manifestação, esta arte se reinventa, ano a ano, se agigantando e anexando em suas raízes, símbolos e tradições de outras artes, permitindo que o carnaval se torne, mais do que uma simples festa e sim um espetáculo, que leva o sonho do artista através de diferentes manifestações aos braços do povo. Viva o frevo, de Pernambuco, viva os grandes bonecos de Olinda, aplausos aos tradicionais e centenários blocos caricatos de Belo Horizonte, e sempre com muito orgulho, viva às nossas escolas de samba, que formam hoje um movimento artístico de resistência e integração, com sua arte tão popular, que consegue voltar os olhos do mundo inteiro durante os dias de folia ao nosso imenso país, reunindo artistas como costureiras, bordadeiras, pintores, escultores, carnavalescos, dançarinos e cantores em uma só manifestação. Somos sim os blocos de sujos que levam a alegria pelas ruas, cantando e se divertindo, fazendo do popular, a entrega perfeita
“Solte a criança que existe em você!”, parceria de Sérgio Índio vence disputa de samba na Piedade

A parceria de Sérgio Índio, Lourival das Neves, Gibson Muniz, Jefinho Rodrigues, Marquinho Gente Bamba, Xanxan e Gilson Bernini é a grande campeã na disputa e samba-enredo da Piedade para o Carnaval 2025. A Mais Querida recebeu 10 obras concorrentes, levou quatro para semifinal e três obras chegaram à final que aconteceu neste domingo (14). Primeira concorrente a subir no palco foi parceria de Átila Ibilê e cia. contou como voz oficial Josimar Corrêa que levou a obra do início ao fim com bastante qualidade. O trecho “27 de setembro, nunca deixo pra depois, nesse dia eu me lembro de agradar dois-dois” se destacava durante as passagens e era um dos mais cantados pela torcida presente durante a apresentação. Segunda parceria da noite foi a de Sérgio Índio e cia. Com Lauro comandando o microfone principal, o samba teve uma apresentação digna de ser campeã. O refrão traz o um trecho inicial muito forte, porém, a parte “Acredita Piedade” deve sofrer alterações assim como outros trechos da obra. Fechando as apresentações, o samba de Celinho da Cuica e cia subiu ao palco com Fernando Brito na voz principal. A numerosa torcida contava com muitas crianças e cantava forte o refrão principal. A versão oficial do samba 2025 da Unidos da Piedade será apresentada com ajustes no dia 4 de agosto, na feijoada da agremiação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)
Carnaval Capixaba: Veja a ordem dos desfiles do Grupo Especial 2025

No último sábado (13) a Liesge sorteou na quadra da Mocidade Unida da Glória a ordem dos desfiles de 2025. Como manda o regulamento, a MUG, atual campeã, escolheu sua hora de desfile. Sem surpresas, optou pela 4ª posição, mesma que conquistou o campeonato de 24. O sorteio aconteceu seguindo a ordem do resultado do último desfile. Boa Vista pegou a bola de número 6, Piedade bola de número 3, Chegou o Que Faltava bola de número 2 e Jucutuquara a bola de número 5. Duas escolas já sabiam sua ordem desde a apuração. Novo Império, por ter sido a penúltima colocada abriria os desfiles e Imperatriz do Forte, escola que subiu do acesso, tem a missão de fechar. No período de conversas para possíveis trocas entre os dirigentes presentes no sorteio, o presidente da Jucutuquara, Ewerton Fernandes decidiu trocar sua pedra com Vlamir de Oliveira da Novo Império. Sendo essa a única troca da noite. Com isso, a ordem ficou da seguinte forma: 1- Jucutuquara2- Chegou O Que Faltava3- Piedade4- MUG5- Novo Império6- Boa Vista7- Imperatriz do Forte Os desfiles de 2025 acontecem de 21/02 a 23/02. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)
Leia sinopse do enredo da Boa Vista em homenagem ao fotógrafo Sebastião Salgado

Data limite para compositores entregarem os sambas é dia 19 de agosto. Final acontece em 6 de setembro. Vídeo com a explanação do carnavalesco Cahe Rodrigues está disponível no YouTube do Capixabices. Leia a sinopse na íntegra: O Grêmio Recreativo Escola de Samba Independente de Boa Vista tem a honra de apresentar para o carnaval 2025 o enredo “Os olhos do Mundo – Assombros de Sebatião Salgado”. A homenagem ao grande fotógrafo será feita como uma aventura através da sua forma de olhar a vida e da sua jornada em busca de imagens que o mundo precisa enxergar. Sebatião Salgado é uma força viva, cujos assombros nos legaram uma arte que ressoa a essência. Janelas da almaCinzas da terra. Vasta terra de Minas Gerais. Formaram paisagens. Mais, formaram olhos. Olhos que tudo veriam. Olhos que tudo veem. Janelas de uma alma incandescente que brilharia através de câmeras fotográficas. De Aimorés, amores pelo mundo das cores, que seria retratado em tons de preto e branco. A prata do seu mundo, colorido por dentro, em sentidos, sentimentos, vísceras, assombros. Sebatião nasceu pra crescer. Salgaria os olhos dos outros com sua vista infinda. Nasceu menino-jacaré, nadando com eles no Vale do Rio Doce. A passos de adolescente, veio ao Espírito Santo. Cresceu espíritonovo à Boa VIsta de todos. Conhecer para fotografar: veio ter-se com a cidade grande. Fez de Vitória alicerce de cimento para a vida da sua vida artística. Conheceu aqui o amor – Lélia, a pianista – e a educação formal em economia. Daqui, inspirou-se a combater a injustiça social e política, grito escancarado de punho cerrado contra a Ditadura. Afiado, sem nunca desver a realidade, foi para Paris. Lélia ao seu lado e, na bagagem, a solidariedade pelos brasileiros companheiros que também lutavam contra os destroços do Golpe. E lá recomeça sua história, quando uma doença o levou a outro canto da França e a Genebra. Uma máquina fotográfica encantou sua esposa. Compraram a máquina. Comparam uma nova vista. O que os olhos veem, o coração senteAinda trabalhava com economia. A fotografia, impregnando-o devagar. Viajava muito pelas Áfricas, seu paraíso, outro lado-irmão do Brasil. As Áfricas do seu destino, do seu espírito, sem a a qual Sebastião não existiria. Pelos anos da década de 70, assim, a economia ficaria para trás. Escancarou-se a catarse: entendeu que com lentes, focos e filmes daria imagens Às necessidades sociais e econômicas do mundo. Mais: daria realidade a elas. Teria liberdade para ver. Fotografou e, para sempre, fotografaria. Entendeu que seu legado seriam vidas em preto e branco para que o mundo pudesse notar as cores cintilantes embutidas nas imagens que registrava. Militante fotógrafo? Fotógrafo militante? Sebastião é mais: sangue, carne, ossos, tudo feito de fotografia.Tons de cinza para narrar com voz gritante imagens caçadas com fotos. E o menino dos olhos infindos registrou tudo, intensamente tudo. Mágica feita com cliques de uma emoção só dele. Para sempre as Áfricas do seu coração. A terra amada de sua América Latina.O Brasil, do Sertão à Amazônia.Trouxe à luz prateada vidas muitas vezes invisíveis. As agruras do campesinato e da pobreza sul-americana. Os povos originários. Outras Américas surgiram, gravadas pela lente do gênio que percorreu continentes. Olhos que reconheceram as dores físicas de irmãs e irmãos, nômades, trabalhadores, as minas e o flagelo do garimpo da Serra Pelada. Olhos que viram a tristeza e a atrocidade dos Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo. Os fins e começos dos mundos.A lente combativa que nos legou espectros inalcançáveis antes dela. Mas também houve encontros com esperançosa beleza. Renascer e rever. Gênesis de Sebastião Salgado, agora homem-tartaruga que se transformou em uma para fotografá-la nas Galápagos. Assim viu mais, determinado em encontrar a vida além da humana, em essência, viva desnuda, espaços de existências. O mundo é de todas as espécies. Cosmológica não humana: Sebastião de todas as criaturas e da terra viva. Corações que passaram a bater quando guardados em filmes fotográficos. Testemunhos fotográficos do que nos faz humanos, do que nos faz árvores e do que nos faz animais – gente, planta, bicho. Cada um vê o mal ou o bem conforme os olhos que têmNão basta ver: há de se enxergar. Sebastião Salgado enxergou. Laureado com diversos prêmios, atuante de causas sociais e ambientais, enxergou o âmago das necessidades. Enxergou não só a poeira da terra, mas os pés descalços que nela caminham. Céu, terra, ar e pessoas. Sebastião noticiando as urgências da existência. Da vida que ele retratou com esmero, respeito e cuidado. Da não-vida, contra a qual se insubordinou desde cedo. Desde jacaré.Retratos para cuidar.Retratos para curar. Dedicação ao Médicos sem Fronteiras, à Organização das Nações Unidas, à Anistia Internacional. O imparável fotógrafo que luta contra os males da cegueira da crueldade. Seus olhos do mundo a salvar e salvar-se na vastidão. Ter-se consigo. Espelho dos outros. Recebeu, pela vida dedicada às causas humanas e à fotografia, a espada da Academia de Belas Artes da França.Tornou-se o que já era: imortal.Olhar infindo e imortal. Olhos que a terra há de comerE se da terra veio, à terra voltou: o Instituto Terra, em suas Minas Gerais, hoje se dedica à natureza que ele preservou em fotos. Sempre ao lado de Lélia, agora é da terra e para terra que se volta. Sua terra. A terra de sua infância. Replantar.Replantar-se.Sebastião Salgado é mata, morros, rios, riachos. Olhos da Mata Atlântica. Olhos de preservação. Paraíso a ser reconstruído com a terra do seu espírito. E, hoje no chão do Sambão do Povo, os olhos da Águia de Cariacica enxergam mais longe para exaltar vida e obra de Sebastião Salgado. A Boa Vista declama sua poesia visual ao fotógrafo dos fotógrafos, À vista que tudo vê.Aos olhos do mundo.Ao mundo do olhar.À imagem das vidas.E à vida das imagens.Eis tudo, em preto e branco.Eis tanto, no prateado dos assombros de Sebastião Salgado. Carnavalesco: Cahe RodriguesEnredistas: Clark Mangabeira e Victor Marques
A Mocidade é filha de Jorge! Parceria de Rafael Mikaiá vence disputa de samba-enredo da MUG

A parceria de Rafael Mikaiá, Roberth Melodia, Fernando Brito, Gigi da Estiva, Rogerinho do Cavaco, Marcos Bittencourt, Carlos Jarjura, Rodrigo Gauz, Ana Werka, Maurício Amorim, Thiago Meiners e Cassius Macaé (in memorian) se consagrou na noite deste domingo (7) a grande campeã na disputa de samba-enredo da Mocidade Unida da Glória, que irá homenagear São Jorge em 2025. Depois de quatro semanas de competição, com apresentações das chaves, semifinal e final, a atual campeã do carnaval escolheu seu hino que vai embalar a escola rumo a conquista do inédito tricampeonato. Em meio a 10 parcerias, o samba vencedor se destacou desde a primeira apresentação, com um refrão potente e atrativo principalmente para os muguianos apaixonados. O trecho que antecede o refrão “Faço da avenida seu altar, do samba oração / Hoje o menino se torna Leão” chama o torcedor da vermelho e branco para o refrão espetacular que vem a seguir. As três parcerias finalistas fizeram apresentações de alto nível. A primeira, de Yuri Miguel, trouxe o intérprete Rafael Tinguinha, do RJ, para defender o samba e caprichou na torcida que sabia cantar o samba do início ao fim. A parceria campeã teve como principal cantor o intérprete Fernando Brito, que conduziu o samba com maestria ao lado dos companheiros do carro de som. A parceria levou faixas com trechos da obra e o samba também foi cantado por diversos momentos em que os cantores deixavam apenas para torcida cantar. Diversos integrantes da MUG cantaram o samba a plenos pulmões. Parceria de Arlindinho Cruz e cia. fechou a noite com Danilo Cezar no comando do microfone. O bom refrão foi o destaque da apresentação que também levou numerosa torcida. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)
Puluker fala sobre sua chegada na Império de Fátima e projeta grande desfile

Com pouco mais de dez anos de idade, a Império de Fátima já passou por altos e baixos. Foi fundada em 2013, desfila como convidada pela primeira vez em 2016, vence Grupo de Acesso B em 2018, é rebaixada em 2019 e retorna em 2020. De lá pra cá, são três bons carnavais e um amadurecimento visível. Para 2025, a escola passou por processo eleitoral, onde elegeu Andressa Bisi e Esmeralda Santo como presidente e vice, respectivamente. Uma das novas contratações feitas pela diretoria é o carnavalesco Puluker, que tem consolidado ano após ano sua carreira no Carnaval Capixaba. No último sábado (22) o artista foi oficialmente apresentado a comunidade e conversou com o Capixabices sobre sua chegada numa nova agremiação. “É um momento de muita expectativa porque é a primeira vez que faço carnaval de sexta-feira. É um desfile que requer muito do carnavalesco. No especial eu já ficava de forma integral no barracão, agora no acesso não será diferente. Pensei bastante quando me fizeram o convite, essa nova diretoria me passou seriedade e disposição de fazer um grande carnaval. Recebi convites de escolas desse mesmo grupo, mas a Império de Fátima foi a que mais me convenceu com bons argumentos para fazermos um grande desfile”, explicou Puluker. Sobre 2025, o artista revelou o enredo que a escola levará para o Sambão do Povo em busca do acesso ao Especial. “Pensei num enredo leve, bastante plural e que trouxesse formas de desenvolver um carnaval com condições. Levar a escola ao lugar mais lato do pódio tem custo, por isso, pensei num enredo que fosse uma grande colcha de retalhos, um pouco de cada coisa, para amarrar e fazer um excelente carnaval. O título é “Arte popular da corte imperial”, e vamos levar as manifestações populares do Brasil. Maracatu, folia de reis, parintins, frevo, arte circense e claro, o carnaval, a maior festa popular do planeta”. No Carnaval Capixaba desde 22, quando estreou pela Imperatriz do Forte, Puluker conheceu realidades diferentes de 3 agremiações. Além da verde e rosa, esteve na Boa Vista e Novo Império, onde assinou seu último trabalho. A respeito dessas passagens, o artista avalia de forma positiva e projeta a temporada 2025. “Cheguei em 22 na Imperatriz do Forte sem condições e consegui fazer um carnaval plasticamente bonito. Não ficamos por ‘n’ problemas. Fiz um carnaval convincente na Boa Vista também. E este último, na Novo Império, a comunidade ficou super feliz. Agora na Império de Fátima pego uma escola em reestruturação, que antes era comissão, com várias mentes pensantes e as vezes divergentes. A escola precisa de um desfile leve, que a comunidade abrace e tenho certeza que faremos um grande carnaval. Tenho como característica entregar o desfile mais cedo, sem correria. Quero que seja dessa forma. Ninguém entra na avenida apenas para passar, quero marcar. Nós iremos em busca do título.” finalizou.
Parceria de Danilo Cezar confirma favoritismo, faz apresentação avassaladora e vence no Andaraí

O primeiro samba-enredo do Carnaval 2025 vem de Santa Martha! Após receber 7 grandes obras com potencial para representar o Andaraí na avenida, a escola realizou neste sábado (22) sua final e consagrou a parceria de Danilo Cezar, Gabriel Nicolau, Xandinho Nocera, Nando do Cavaco, André Filosofia, Fredy Viana, Dema, Alcides Júnior, Leandrinho LV e Ronny Potolski a grande campeã. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)
Sandro Avelar, benemérito e ex-presidente do Império Serrano, elogia estreia de Kleber Simpatia

Através das redes sociais, Sandro Avelar, benemérito e ex-presidente do Império Serrano, elogiou a estreia do cantor capixaba, Kleber Simpatia, e fez um pedido a Flávio França, atual presidente do Reizinho de Madureira. “O Império Serrano é mais que uma escola de samba; é uma família, uma tradição viva! Hoje, pedimos ao nosso presidente Flávio França algo especial: um contrato vitalício para talentoso Kleber Simpatia”. E continuou: “Kleber é a alma da nossa música, trazendo emoção e autencididade a cada apresentação. Seu talento é inestimável, e acreditamos que ele deve fazer parte da nossa história para sempre.”
Workshop organizado pela Chegou O Que Faltava traz reflexões sobre o quesito harmonia

Os sambistas capixabas se encontraram na manhã deste domingo, em Goiabeiras, para o workshop “Papo de Harmonia”, idealizado pelo departamento da Chegou O Que Faltava, que contou com a presença de referências no quesito que defendem. Anderson Binão da Boa Vista e Slin Ribeiro da MUG, abriram os trabalhos contando suas experiências vividas desde quando iniciaram o processo de construção de suas equipes. Em seguida, Amanda Ribeiro e Kleyson Faria, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da tricolor de Goiabeiras, explicaram a importância do departamento de harmonia específica do casal. Desde o período de ensaios até o grande dia do desfile e como as equipes são importantes para alcançar a tão sonhada nota 10. Para fechar a manhã, Alana Marques, primeira porta-bandeira do Andaraí, com passagens em diversas agremiações, elencou as principais práticas que devem ser realizadas diante dos pavilhões. Tanto pelos casais, quanto para presidentes, diretores, políticos, foliões e etc. Elder Alves, diretor geral de harmonia da Chegou e um dos organizadores do evento falou ao Capixabices a importância desses encontros, visando aprimoramento de diversos quesitos. “Esse evento foi organizado especificamente para o Carnaval Capixaba. Não somente para Chegou. Queremos fazer um trabalho mais comprometido, onde a gente possa propagar o conhecimento, visando o desfile. Acredito que esse pontapé seja para mostrar como estamos nos organizando e se preparando para fazer um belo desfile em 2025. Falo sempre que a harmonia não é feita apenas pela própria harmonia, e sim por todos aqueles que fazem parte da criação do desfile como um todo. Então tento sempre implementar a participação de todos, para que a linha de pensamento seja parecida e lá na frente o trabalho seja conjunto, sem distorção de informações”, disse o diretor.