Nova diretoria da Jucutuquara é oficialmente apresentada e quesitos celebram momento da escola

A nova diretoria da Unidos de Jucutuquara foi apresentada oficialmente aos torcedores e amantes do samba capixaba na noite desta sexta-feira, 16. Com Anchietinha restaurado, pintado internamente nas cores da nação, a cerimônia de posse recebeu um bom público. De início, integrantes da Velha Guarda da Jucutuquara foram chamados a frente do palco e cantaram o hino da agremiação a capela. Pela aparência, os torcedores estavam visivelmente satisfeitos com o que está sendo apresentado pela nova presidência neste início de gestão. Ewerton Fernandes, presidente eleito, conversou com nossa equipe sobre as primeiras ações do mandato. “Nós estamos oficializando o retorno para quadra em parceria com o Clube Anchieta. Ninguém sabia como estaria o espaço com as reformas porque era tudo feito a sete chaves, quem entrava não podia ficar com celular. Foi surpresa para todos e realmente queríamos causar esse impacto. Estamos buscando também reposicionamento de marketing, isso faz parte do nosso projeto como um todo. A partir de agora, vamos fazer valer tudo o que projetamos lá atrás”. explicou. Sobre a responsabilidade de fazer com que a Jucutuquara volte a entrar na avenida disputando títulos, Ewerton manteve os pés no chão, mas garantiu que a busca pelo campeonato está nos planos já para 2025. “Nossa gestão está dividida em 4 setores, são eles: carnavalesco, financeiro, social e cultural. Sabemos dos processos financeiros para construir um desfile. Temos um levantamento de tudo, sabemos onde a escola já errou e vamos procurar acertar nesta gestão do próximo desfile. Buscaremos o título sem cometer loucuras, sem inventar moda. Será um feijão com arroz, com tempero a mais, dentro do regulamento”. Na reformulação completa do elenco da escola, a diretoria optou por algumas novidades – como é o caso do intérprete Edu Chagas -, mas também trouxe de volta um rosto bastante conhecido da Nação. Orlando Júnior, tricampeão (2007, 2008 e 2009), e autor de um dos desfiles mais impactantes da história do Carnaval Capixaba, Convento da Penha, em 2009. A respeito do seu retorno pra “casa”, o carnavalesco disse estar entusiasmado para construção de uma nova história. “Estou com a ganância de vencer este carnaval, claro, sempre respeitando todas as coirmãs. Eu pretendo fazer um desfile bem legal, até para resgatar o que era a Jucutuquara de antes. Temos que trazer essa taça de volta. O enredo é um conjunto entre escola e minhas ideias, ate chegarmos até essa concepção. O bom neste retorno é que a diretoria também está com o pensamento de trazer a taça de volta, isso traz mais vontade de trabalhar”. Outro nome que faz parte do elenco tricolor é Marina Zanchetta, cria da escola, assume a responsabilidade de carregar o primeiro pavilhão da coruja. Segundo ela, o momento é de muita alegria por estar em família. “Estou me sentindo pronta. O presidente Ewerton estudou e batalhou durante anos para ser eleito e assumir o cargo na Jucutuquara. Toda escola caminhou neste mesmo ritmo. De trabalhar e conquistar. Posso dizer que quando a Jucutuquara está unida e em família, nada derruba a nação. Isso fortalece ainda mais a nossa escola”, declarou. A Unidos de Jucutuquara será a primeira escola a entrar na avenida pelo Grupo Especial em 2025, com o enredo “Pulsar da Vida”, assinado pelo carnavalesco Orlando Júnior.

Capixabices vai produzir série de matérias com candidatos do carnaval durante o período eleitoral

A partir desta sexta-feira (16), começa o período eleitoral rumo as eleições de 2024. Neste ano, os eleitores irão votar para candidato a vereador e prefeito. Na intenção de caminhar junto com os sambistas capixabas, o Capixabices está preparando uma série de matérias com os candidatos ao cargo de vereador em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, e que são diretamente ligados ao universo do Carnaval. Não é segredo que temos diversos nomes que ajudam as escolas, Ligas, baterias, alas e etc, e que contribuem muito para construção da nossa festa. Nossa equipe já está entrando em contato com as assessorias dos candidatos e, em breve, as primeiras matérias serão publicadas no site. Para os candidatos ao cargo de prefeito, teremos publicações em vídeo com os nomes de Vitória, e que tenham como pauta, em seu plano de governo, o Carnaval das Escolas de Samba.

Cidade do Samba Capixaba deve levar o nome de Sinvaldo Siri; presidentes vão decidir em plenária

No último dia 23 de julho o sambista capixaba foi presentado com a notícia de que – finalmente – a Cidade do Samba Capixaba vai sair do papel. A obra entra em estágio de licitações ainda em 2024 e as construções devem iniciar após os desfiles de 2025. Apesar da inauguração ainda estar longe, a equipe do Capixabices apurou o nome que deve batizar o espaço. Em contato com presidente Edson Neto, a informação foi confirmada e o dirigente afirmou que depende das aprovações dos presidentes das escolas. “A informação é verdadeira. Estou presidente da Liga mas acima de tudo sou sambista e tento valorizar aqueles que contribuiram tanto para o nosso carnaval. Foi assim nos dois recuos de bateria do Sambão do Povo, onde homenageamos Polha e mestre Ditão. Nada mais justo que batizarmos a Cidade do Samba com o nome de Sinvaldo Siri. O presidente que, junto do poder público, fez com que o Sambão fosse construído em 112 dias. Vou levar a proposta para plenária e agora depende da aprovação dos presidentes”, informou Neto. Saiba quem foi Sinvaldo Siri Em fevereiro de 1987 o palco dos desfiles do Carnaval Capixaba teve sua estreia para o desfile daquele ano. Em impressionantes 112 dias a obra foi concluída. Dois nomes foram responsáveis para que a obra saísse do papel. Hermes Laranja, prefeito de Vitória na época, e Sinvaldo Siri, ex-secretário de Turismo da cidade e também presidente da antiga Liga das escolas de samba. Francisco Velasco, cronista de carnaval e amigo de Sinvaldo Siri, falou sobre a história da construção e o legado do homenageado. “Falo de Sinvaldo com saudades do meu grande amigo. Não conheci ninguém tão apaixonado pelas escolas e pelo carnaval como ele era. Na construção do Sambão ele foi o grande responsável ao lado do Hermes Laranja. Ele foi um leão na luta para fazer aquilo em 112 dias. Era inimaginável. Tanto que no dia do desfile de 1987 todo mundo ainda sentia o cheiro de tinta fresca. Ele deixou dois legados: a construção do nosso palco que recebe os desfiles e, no plano pessoal, Andressa Leal, nossa eterna porta-bandeira. Que desfilou pela Jucutuquara, no ano da inauguração, com apenas 11 anos. Sinvaldo Siri é um nome que não pode ser esquecido nunca pelo sambista capixaba”.