Compositores: Ricardo Bernardes, Artur Kadratz, Edinho, Luiz Thiago, Lucas Rigonato, Teo Dimeriti, Daniel Barbosa e Maurício Amorim
A noite deixou marcas que não esqueci
Mas, a pele calejada não revela cicatriz
Chorou a mãe pela dor de cada filho seu
Tanto couro que sofreu
Nossa batida não puderam calar
E o som ressoou sob a luz do luar
Nos trilhos do trem a mensagem esperada
Um sonho pintando a alvorada
Foi quando apito ecoou
Ôôôô! Levanta, nego, o cativeiro acabou
A enxada vai no chão, adeus Casa Grande!
Sou livre! Grita o irmão de sangue!
Bate na lata, levanta poeira
Abre a porta da senzala, acabou a brincadeira
Liberdade é mais que um papel
É provar a todos o seu valor
Resplandece como a luz da aurora
No meio da mata um povo lutador
Vem pra roda, vem sentir a vibração
Que emana de Laurinda, Ilinha e Nego Adão
O fogo aquece o canjerê
É gira de santo para proteger
Em maio o batuque embala a festa
Toca candongueiro, Preto Velho manifesta
Eterniza na avenida Monte Alegre
E traz vitória… o nosso povo merece!
Vai ecoar quando o dia clarear
E a lágrima rolar pro meu sonho acontecer
Anunciando o raiar da liberdade!
Bate o tambor do quilombo Piedade
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