Com o tema “Brinquedo que canta seu chão” o Caprichoso conquistou o vigésimo sétimo título de sua história grandiosa.
A sexta-feira de Festival terminou empatada. Ambos os bois com 419,6 pontos. As notas da segunda noite evidenciaram a superioridade mostrada na arena pelo Caprichoso. Com 419,7 contra 419,3 pontos, o Boi Negro de Parintins abriu 4 décimos de vantagem para cima do contrário. A terceira e última noite consolidou o projeto “Brinquedo que canta seu chão” do Caprichoso. Mais uma vez, o campeão do festival venceu a noite com 419,7 contra 419,4. No total o Caprichoso obteve 1.259 e o Garantido 1258,3 pontos.

Durante as três noites do 59º Festival Folclórico de Parintins, o que se viu na arena foi um desbunde artístico idealizado pelo conselho de artes do boi Azulado. O já tradicional “padrão Caprichoso”, como é popularmente dito na ilha, aconteceu e visualmente o boi Negro se sobressaiu, optando sempre por adicionar tecnologias atuais as tecnologias ancestrais dos artistas parintinenses.
Na primeira noite de Festival o subtema apresentado foi “O Brinquedo do Povo Canta: Parintins – O chão de origem”, dedicado à brincadeira de boi, no Palmares e na Francesa, unindo tradição e inovação. A segunda noite trouxe o subtema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia o Chão da Vida”, abordando as relações entre os povos da Amazônia e o território. Cantando a luta territorial e ambiental, compreendendo o chão como sujeito vivo. Para encerrar a última noite com chave de ouro, o subtema foi “O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – O Chão de Bravos”, lembrando que diversas vezes o povo do Norte é esquecido pelas políticas públicas, e que cabe aos bumbás ter a coragem de levar determinadas temáticas para arena.
































