Aconteceu na tarde desta terça-feira, 18, na Sala de Reuniões da Prefeitura de Vitória, a assinatura da Ordem de Serviço para construção da Cidade do Samba. Entre os presentes, estavam os representantes das 19 escolas do Carnaval Capixaba, presidentes das Ligas, lideranças comunitárias e secretários.

Segundo o prefeito Lorenzo Pazolini, a construção dos espaços para as escolas visa, entre tantos benefícios, trazer dignidade para os trabalhadores do carnaval.
“Este era o maior sonho do sambista capixaba. Desde a Liga, as escolas e as comunidades. É um projeto que pensamos, discutimos e dialogamos a cada etapa. O espaço contempla todas as áreas, local para alegorias, manobra, fantasias, será a casa do samba capixaba. Onde tudo será produzido. E o melhor, é ao lado do Sambão do Povo. As escolas vão poder reaproveitar materiais usados no ano seguinte. Os trabalhadores sofreram muito no passado, mas isso vai ficar para trás. Levaremos dignidade, cidadania e valorização. Vamos agora brigar para ser o segundo maior carnaval do Brasil a partir da data que a Cidade do Samba for construída. Acredito muito na potência, na energia e disposição do nosso povo”, afirmou o prefeito.
Após conclusão da obra, a Ilha do Samba irá se tornar oficialmente o maior investimento já feito no Carnaval Capixaba. Desde a construção a passarela, não tinha se visto um investimento deste porte no espetáculo. O prefeito também acrescentou que para além da construção dos desfiles, o espaço também vai beneficiar toda a comunidade.

“Traz o aquecimento da economia, renda, emprego, interage com o meio ambiente. É um projeto concebido pensando em toda cidade. Faz com que grandes empreendedores possam surgir naquele local. Terá espaço para shows locais e nacionais. Cultura arte e entretenimento vai ganhar destaque. Nós vamos realizar junto com as Ligas o sonho da casa do samba do Espírito Santo. Este projeto vai revolucionar e aumentar a relevância dos fazedores de arte e cultura, do sambista em geral”, finalizou.
10 escolas e 7 barracões: Presidente Edson Neto fala a respeito
Numa área com 16 mil m2, inicialmente o projeto havia sido planejado para o modelo antigo de Grupo Especial, com 7 escolas no grupo. Entretanto, o cenário atual é de 10 agremiações na elite. A respeito disso, o presidente Edson Neto explicou ao Capixabices que a Liga está se responsabilizando pelo espaço para as três escolas que não terão barracões quando a obra for concluída.
“É a primeira vez que falamos ao público sobre isso. Primeiro é preciso ficar claro para o público que as escolas fundadoras, tem por orientação do estatuto que as rege, a prioridade na entrada da Ilha do Samba. Depois disso, nós vamos debater outros critérios. Isso já está sendo conversado e vamos definir em breve. A Liga já se antecipou e alugamos um galpão bem em frente ao Tancredão para abrigar as escolas que não vão se abrigar na Ilha do Samba. O que digo sempre é, para quem não tinha nada, agora teremos sete. E nada nos impede de pleitear mais um espaço para três escolas com o poder público. Isso hoje não é tratado como um problema dentro da Liga, muito menos pelas escolas. Uma coisa que faço questão é de que a Ilha do Samba tenha como nome também Sinvaldo Siri, que contribuiu tanto para que nosso espetáculo chegasse ao lugar que está hoje”, concluiu Edson Neto.