MUG define samba-enredo neste domingo; Vote no seu favorito

A Mocidade Unida da Glória (MUG), define neste domingo (6), o samba-enredo que vai conduzir seu desfile em homenagem a Teresa da Baviera no Carnaval de Vitória 2026. Compositores campeões vão levar para casa o valor de R$15.000,00. + ANÁLISE DA SEMIFINAL + ANÁLISE DA CHAVE A + ANÁLISE DA CHAVE B VOTAÇÃO ENCERRADA!
Edital para construção da Cidade do Samba Capixaba é lançado oficialmente

A última terça-feira (1), ficará marcada na memória do sambista capixaba por um longo tempo. Em um evento aberto ao público, a Prefeitura de Vitória, por meio do prefeito Lorenzo Pazolini, oficializou o lançamento da abertura do edital para construção da Cidade do Samba. Representando Liesge e Lieses, toda diretoria das duas instituições que regem o carnaval estava presente. Além dos presidentes das escolas. O primeiro a ocupar o microfone para explicar detalhes da construção foi Gustavo Perin, Secretário de Infraestrutura, Projetos e Obras. + NOME DO ESPAÇO ESTÁ DEFINIDO “Nós temos uma cidade consolidada numa ilha que nos permite fazer mágica. A Cidade do Samba também entra nesse contexto. O projeto será construído seguindo a ideia de ‘Vitória de frente para o mar’. Dividimos num espaço de 16 mil m2 da seguinte forma: dois galpões, um com 4 escolas e outro com 3. Cada barracão de escola terá 890 m2. Com térreo e mezanino. Vamos trazer dignidade para os profissionais do carnaval.” Fala dos presidentes Sandro Rosa e Edson Neto Em seguida, o presidente Sandro Rosa, da Lieses, teve seu momento de fala. Onde fez questão de elogiar a gestão do prefeito. Entretanto, também fez questão de pedir, para um futuro próximo, um novo espaço para as escolas da Série Ouro. “É um dia de comemoração, com certeza. Agradeço ao prefeito por cuidar da cultura capixaba. Mas também peço que olhe com carinho para o Acesso, agora somos em 9. Não podemos ficar desamparados. Esperamos que essas escolas também possam ter um espaço digno em breve.” Edson Neto, presidente da Liesge, falou em seguida. Ressaltou o momento de alto nível do espetáculo visto na passarela e garantiu ainda mais qualidade após finalização da construção. “Para muitos a Cidade do Samba pode parecer um luxo, mas só quem constrói carnaval sabe o tamanho dessa necessidade. Essa gestão do prefeito sempre teve enorme carinho com as escolas e os desfiles. Foram inúmeras reuniões para chegarmos num denominador comum desse projeto. Além de trazer economia gigantesca para as escolas, garante que elas não tenham que atravessar uma ponte com suas alegorias. E elas poderão voltar com os carros e fantasias para o seu espaço. Garanto aqui que, pra quem conhece, pode esperar um carnaval ainda melhor. E, quem ainda não conhece, vai querer conhecer.” Vereadores presentes Representando a bancada do samba na câmara, os vereadores presentes foram chamados para uma breve fala. A primeira foi Ana Paula Rocha (Psol). “Esse é o sonho de todo sambista de Vitória. Não se faz carnaval apenas com paixão, é preciso ter condições para construir um espetáculo daquele tamanho. Isso potencializa o trabalho dos artistas e também das comunidades que constroem o carnaval. A cidade vai ganhar muito no ponto de vista cultural com o crescimento da festa.” Professor Jocelino (PT) mencionou a economia que as escolas terão em não precisar alugar barracões em outras cidades. “É um momento importante para nossas agremiações. Como presidente da Piedade, posso afirmar que vamos economizar R$60 mil reais com o aluguel do galpão onde estamos hoje. Nosso carnaval traz elementos positivos para cidade. Gera economia, trabalho e cultura. Esse recurso vem para a cidade e pode ser devolvido com a entrega de um equipamento público. É isso que o povo do samba precisa.” Camillo Neves (PP) exaltou o carnaval como manifestação cultural e a importância para cidade. “O carnaval é uma das maiores manifestações culturais do país. Vai muito além de um evento festivo. Saúdo o prefeito e também a câmara de vereadores, que também tem parcela importante nisso. A Cidade do Samba dá um salto de qualidade no evento. Acredito no trabalho e planejamento. Não tenho dúvidas de um desfile ainda maior. Ainda estamos atrás do RJ e SP mas chegaremos lá em breve, cada vez com mais investimentos.” Anderson Goggi (PP) relembrou que no seu primeiro mandato lutou quase sozinho pelas escolas na casa dos vereadores. “Não tenho palavras para um momento tão importante. É uma noite memorável para a cidade de Vitória. Nós tínhamos e ainda temos vereadores que são contra o samba. Os enfrentei durante quatro anos. Hoje tenho companheiros que estão ao meu lado. Parabéns ao prefeito por ter incentivado tanto o carnaval, agora essa realidade vai mudar. Tem que dar dignidade para os trabalhadores. Esse é o primeiro desafio. E estou com Sandro Rosa, próximo desafio é um espaço para as escolas do Acesso.” + SAIBA A ORDEM DOS DESFILES DO GRUPO ESPECIAL DO CARNAVAL DE VITÓRIA 26 O deputado José Esmeraldo (PDT) estava na cerimônia e também teve seu espaço para fala. “Tudo isso está acontecendo graças a capacidade do Pazolini, que é inteligente e preparado. Os sambistas precisam de dinheiro, se não tiver dinheiro eles não chegam a lugar nenhum. Como deputado, dentro das minhas possibilidades, ajudo com aquilo que posso ajudar. Vamos cada vez profissionalizar o carnaval nesses galpões que serão importantíssimos. Isso também levanta a autoestima do trabalhador.” Prefeito garante obra pronta até o final do mandato Lorenzo Pazolini (Republicanos) encerrou a fala das autoridades. Relembrou das dificuldades e dos compromissos assumidos com as escolas ainda em campanha para o primeiro mandato. “Hoje é um dia de concretização de sonhos. Essa agenda começou lá atrás, quando iniciamos o diálogo franco num momento difícil da pandemia mundial. Aquele sonho foi sendo edificado, se enraizou e firmamos um grande pacto de tornar o nosso carnaval cada vez mais forte. Com diálogo e organização iniciamos dizendo que naquele momento não dava para fazer muito. A primeira coisa era vacinar. Tornamos Vitória referência no Brasil e realizamos nosso carnaval com toda segurança necessária. Essa grande festa gera R$40 milhões para a cidade e 6 mil postos diretos e indiretos de trabalho. É um evento altamente sustentável. Com civilidade, harmonia, união, paz e principalmente transformação social. Mas, faltava algo. Vamos trazer agora a casa do samba capixaba, das ligas, das escolas, da cultura. Não é um exagero afirmar que é o maior investimento da história do samba capixaba. Tenho uma alegria que não
Sinopse do enredo da Andaraí para o Carnaval de Vitória 2026

A Andaraí será última escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial do Carnaval de Vitória. O enredo “01/12/1946” está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Alex Santiago, que foi campeão do Grupo de Acesso com a escola em 2025 e permaneceu. 01/12/1946 Foi no coração ardente de Santa Martha, ao meio-dia dourado de um 1º de dezembro de 1946, que o céu se abriu em festa e os orixás lançaram sua bênção. Sob o signo flamejante de Sagitário, nasceu a estrela da Andaraí – uma estrela que não apenas brilha, mas caminha, dança e ensina sua comunidade. O Sol sagitariano nos deu a alma dos viajantes sagrados, das palavras que encantam e dos enredos que atravessam continentes como flechas de luz. Somos feitos de esperança, liberdade e fé. Cada samba nosso é bússola para quem perdeu o norte e tambor para quem quer reencontrar sua história.Mas não viemos ao mundo sozinhos. No céu do nascimento, havia a Lua em Áries – a guerreira do coração! Foi ela quem nos ensinou a lutar com coragem e levantar com garra. Somos batuque que resiste, povo que canta ferido e ainda assim, sorri com o peito aberto. E foi Oxumarê, o arco-íris que dança entre céu e terra, quem soprou seu axé sobre a cobra-naja que nos guarda! Cobra que rasteja, que se transforma, que renasce em sabedoria. Oxumarê é o elo que nos liga ao ancestral, ao mistério, à eternidade. Ele é o fio dourado que costura nossos enredos, é serpente e chuva, é tambor e trovão! A força vital da nossa escola não se explica, se sente: ela muda de cor, muda de forma, mas nunca deixa de ser sagrada. Mas antes do primeiro desfile, no templo sagrado da Naja coroada, repousava a sabedoria dos enredos que viriam. Ali, no ventre da serpente que rasteja entre mundos e carrega a coroa da resistência, brotaram histórias encantadas que educaram gerações e forjaram uma comunidade em torno da fé, do samba e do saber. Mercúrio em Sagitário colocou nas bocas dos nossos poetas a palavra que liberta: somos escola que ensina sambando! De cada enredo nasce um mundo, de cada verso uma profecia. Somos o samba que sabe, o saber que canta! Com Vênus em Escorpião, nossa beleza é ancestral, encantada, cheia de mistério. Não somos apenas brilho: somos memória de terreiro, perfume de mata, dança dos Marte em Libra nos move com equilíbrio, criando harmonia até mesmo na guerra do desfile. Nossos passos são de justiça e beleza, nossas coreografias são como espelhos d’água onde Oxumarê se enxerga e se alegra.Júpiter em Escorpião expande nossa fé nos segredos do invisível, enquanto Saturno em Leão exige que brilhemos com honra, que nossa coroa nunca caia da cabeça nem do coração. E no horizonte dos nossos sonhos, o Ascendente em Peixes conduz a escola com doçura, espiritualidade e emoção. Somos feitos de maré e de miragem, de axé e de aurora. Sim, nascemos do céu e da mata, da estrela e da cobra, do arco-íris e do tambor. Somos Andaraí, filhos de Oxumarê, e seguimos desfilando entre mundos com a bênção do alto e a força da ancestralidade Não somos só escola de samba, somos escola de alma. Em cada batuque, em cada ala, um ensinamento; em cada fantasia, uma lição. Oxumarê — o orixá que se transforma em arco-íris e serpente — quem nos ungiu com seu mistério. Ele é movimento, é renovação, é ponte entre o céu e a terra. É dele a força que faz da nossa cobra-naja uma guardiã do conhecimento e do recomeço. Nossos enredos não passam. Eles permanecem. Como livros abertos que cruzam a avenida, como versos que germinam nas calçadas da comunidade. Ensinaram a criança, despertaram o ancião, inspiraram o artista, curaram a dor. E por isso, tornaram-se eternos. E quando o relógio marcar 3h30 da madrugada, de 07/02/2026, o céu da cidade presépio se veste com o mesmo brilho da noite em que nascemos. A serpente sagrada se ergue no Sambão do povo, coroada de luz e história, arrastando consigo um povo inteiro embalado por sabedoria e fé. A bateria “Puro Veneno” vira trovão, e sob o arco-íris de Oxumarê, a avenida se torna um templo aberto, onde cada batuque é reza, cada passo é ensinamento, cada lágrima é consagração. Do alto da última alegoria, a Naja coroada olha para seu povo – filhos, netos, sambistas e aprendizes – e, silenciosa, sopra em seus corações o ensinamento eterno: SABER É RESISTIR. SAMBA É ENSINAR. E QUEM CARREGA A SABEDORIA NO PEITO JAMAIS CAMINHA SOZINHO Axé, vitória, sabedoria! Que o mapa do nosso céu continue traçando enredos que curam, que ensinam, que emocionam! SINOPSE Sob a luz dos astros, um destino foi traçado: da estrela cadente que cortou os céus do Mulembá à serpente dourada que desceu em arco-íris sobre o povo. É com fé, garra e ancestralidade que a Andaraí refaz sua travessia pelo tempo e espaço, desfilando sua própria história como constelação viva do samba capixaba. Em seu primeiro setor, a Verdiosa inaugura a avenida com a comissão de frente “Na Flecha do Sol”, atravessando os signos de Sagitário e Áries — onde o Sol desperta o futuro e a Lua dança com coragem ancestral. A saga começa nas estrelas, com Oxumarê, orixá do ciclo e da renovação, abençoando a escola com seu arco-íris sagrado. Da constelação simbólica da naja à batida dos tambores, nasce uma escola regida pelo céu e pelos orixás. No segundo setor, os pés tocam o chão fértil de Mulembá — atual Santa Martha. Ali, entre a bola e o tambor, o futebol de várzea deu origem à batucada do Andaraí, transformando paixão em escola de samba. O bloco azul e branco, batizado pelas cores verde e rosa da Mangueira, torna-se a Verdiosa. Entre conquistas, batuques e bandeiras hasteadas, ecoa o grito de um povo que nunca deixou de sonhar. O tripé “Do Campo ao Trono” exalta a resistência que virou tradição. O terceiro setor mergulha na década de 1990
Sambas de Diego Nicolau, Rafael Mikaiá e Tavinho Cidade estão classificados para final da MUG

A Mocidade Unida da Glória definiu no último domingo (29) as três obras que vão se enfrentar na final de samba-enredo no dia 6 de julho. Em uma noite nivelada para cima nas apresentações, a parceria de Pai Leandro foi eliminada. Saiba como foram as apresentações: Diego Nicolau e cia. Primeira obra a subir ao palco da semifinal foi a dos compositores Diego Nicolau, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Charles Silva, Gigi da Estiva, JB Oliveira, Silvio Mesquita e Sandro Compositor. Interpretado por Charles Silva, o samba cresceu ainda mais nessa etapa da competição. O cantor conduziu o samba com muita segurança e soube destacar as principais partes da letra. Destaque fica para o trecho que antecede o refrão principal: “Canta, meu Leão / Mostra qua a luta nunca foi em vão / Força meu Leão / Resistir é nosso ideal” + ENTRE NO CANAL DO WHATSAPP DO CAPIXABICES Pai Leandro e cia. A obra dos compositores Pai Bada, Pai Leandro, Matheus Rosenthal, Jefinho Rodrigues, Gilson Bernini, Gabriel Nicolau, Arlindinho Cruz, Kaike Sant’’Anna, Nego Mel foi a eliminada da noite. Porém, “caiu de pé” no que se refere a apresentação. Kaike Sant’’Anna interpretou muito bem. O trecho do refrão: “Sou Mocidade, paixão que não acaba / Tem um Leão no coração do Capixaba” sobressaiu os demais versos. Rafael Mikaiá e cia. Terceira obra a subir ao palco foi a dos compositores Rafael Mikaiá, Roberth Melodia, Fernando Brito, Sylvio Poesia, Thiago Meiners, Xandinho Nocera, Rogerinho do Cavaco, Marcos Bittencourt, Carlos Jarjura, Lucas Rigonato, Ana Werka, Estevão Ferreira & Cassius Macaé (in memorian). Com Fernando Brito como voz principal, a parceria não fez uma grande apresentação. Porém, está classificada para final na próxima semana. Apesar de ser um samba diferente para os padrões do Carnaval de Vitória, a MUG está “acostumada” com refrões que não repetem versos de forma igual. Em 2024, o refrão do meio era invertido, assim como 2025. Cabe ao corpo de jurados e diretoria decidir qual a melhor escolha para 2026. + ORDEM DOS DESFILES CARNAVAL DE VITÓRIA 2026 Tavinho Cidade e cia. Veio dos compositores Tavinho Cidade, Marquinho Ferré e Chico Alves uma das grandes apresentações da noite. Conduzido pelo experiente Bico Doce (RJ), o samba cresceu ainda mais com a numerosa torcida que o acompanhou. O refrão do meio se mantém como destaque: “Botocudo é borun / Borun watu nhe / erva do mato / fonte boa de beber”. Curto e objetivo, encaminha para a segunda com força sem deixar a harmonia cair. Inscritos pela primeira vez na disputa da MUG, a parceria está classificada para final. Recado do presidente Robertinho da MUG Antes do anúncio das três parcerias classificadas, o presidente Robertinho fez questão de reunir a diretoria da escola no palco e agradecer todas as parcerias inscritas. Afirmou que optou por não votar e que confia no júri para escolher a melhor obra. A final de samba-enredo da Mocidade Unida da Glória (MUG) acontece no próximo domingo, 6 de julho, a partir das 19h. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)
MUG realiza semifinal de samba neste domingo com quatro obras

Após duas eliminatórias, a Mocidade Unida da Glória (MUG) realiza neste domingo (29) a semifinal de samba-enredo. Conforme vem acontecendo nas últimas semanas, no final da noite, o mundo do samba conhecerá as três obras que estão classificadas para grande final de samba-enredo da vermelho e branco, que acontecerá no próximo dia 6. Os seguintes sambas de enredo sobem ao palco: + ENTENDA O ENREDO DA MUG PARA O CARNAVAL DE VITÓRIA 2026 As parcerias sobem ao palco às 21h. Ingressos R$10. OUÇA OS SAMBAS
Série Ouro do Carnaval de Vitória: Sandro Rosa, presidente da Lieses, revela detalhes

Em entrevista ao Capixabices, Sandro Rosa, presidente da Lieses, explicou detalhadamente como serão os desfiles da Série Ouro do Carnaval de Vitória 2026. Já a partir do próximo ano, as 9 agremiações que não estão no Grupo Especial pertencerão apenas um grupo, chamado de Série Ouro. O nome foi pensado de maneira comercial, tornando-se mais atrativo para possíveis apoiadores. A campeã segue conquistando a oportunidade de desfilar na Elite. Se uma mesma escola for a última colocada por dois anos consecutivos, será convidada a se retirar. Sobre a inclusão de novas escolas, Sandro descartou a possibilidade para 2026. Porém, deixou claro que nos próximos anos isso pode acontecer. A data dos desfiles da Série Ouro 2026 será divulgada oficialmente no próximo dia 1 de julho. O sorteio da ordem de desfiles acontece no dia 6 de julho, no Recreio dos Olhos. Ingressos R$15 (entrada liberada para quem estiver com camisa de escolas de samba do ES). + ORDEM DOS DESFILES DO GRUPO ESPECIAL 2026 + ANÁLISE DESFILE DO ACESSO 2025 Veja a entrevista completa:
Marcus Paulo é o novo carnavalesco da Imperatriz do Forte

Direto do Rio de Janeiro, Marcus Paulo será o artista responsável por criar o desfile da Imperatriz do Forte em 2026. O artista tem passagens em diversas escolas do carnaval carioca, como Unidos da Tijuca, Portela, Grande Rio, Mangueira e Bangu. Desde 2024 Marcus Paulo é carnavalesco da Estácio de Sá. De lá pra cá, a vermelho e branco ficou em terceiro lugar (2024), vice-campeã (2025). Em 2026 já está confirmado na agremiação, onde levará o enredo “Tata Tancredo – O papa negro do terreiro do Estácio”. + ORDEM DOS DESFILES 2026 + VAI E VEM DOS PROFISSIONAIS DO CARNAVAL Em sua estreia no Carnaval de Vitória, Marcus chega a Imperatriz do Forte, ainda sem enredo divulgado, para fechar a primeira noite dos desfiles do Grupo Especial 2026. + ANÁLISE IMPERATRIZ DO FORTE 2025
Sinopse do enredo da Jucutuquara para o Carnaval de Vitória 2026

A Unidos de Jucutuquara será a terceira escola a desfilar no Sambão do Povo, na sexta-feira de Grupo Especial do Carnaval de Vitória 2026. Com o enredo “Arreda homem que ai vem mulher”, do estreante Marcelo Braga, a escola busca uma melhor colocação após ter ficado em sexto lugar no Carnaval 2025. SINOPSE Antes do mito, fui carne.Antes da reza, fui mulher.Fui coroa arrancada,mas jamais deixei de ser rainha. Me negaram o altar,me apagaram da história,mas segui – incendiando o tempo.Cruzei oceanos em silêncio,e ao tocar o Brasil,despertei em corpo de chama,em riso que corta,em salto que desafia o chão. Não precisei de trono pra ser temida.Não precisei de fogueira pra arder.Dancei com o leque, com a rosa,com a navalha escondida no peito.Fiz do ventre um templo,do prazer, um feitiço.Fui amante e abandono,cura e maldição. Falo com as mulheres esquecidas,com os homens quebrados,com os corpos que o mundo tentou negar.Eu sou o sussurro que levanta,o grito que liberta.Trabalho por quem sangra e não silencia.Por quem goza e não se esconde.Por quem entende:vergonha não é pecado —pecado é não viver. Sou madrinha dos que brilham no escuro.Espelho da liberdade que assusta.Sou a encruzilhada que mora em você. Não me curvei ao fogo,não me rendi ao medo.Fui rainha sem coroa,bruxa sem fogueira,amante sem perdão. E ainda estou aqui.No rastro do perfume.Na beira do copo.No passo da mulher que não abaixa acabeça.No axé que dança entre o céu e o inferno.Sou rosa que corta.Sou vento que vira destino.Sou Padilha. Se meu nome te assusta,é porque minha história te provoca. Marcelo BragaCarnavalesco JUSTIFICATIVA A escolha do enredo “Arreda Homem Que Aí Vem Mulher” surge da necessidade urgente de revisitar, reconhecer e celebrar as múltiplas formas de poder feminino que desafiaram – e continuam a desafiar – as estruturas patriarcais, racistas e moralistas que regem o mundo. Maria Padilha, uma figura histórica e entidade espiritual, personifica o enfrentamento dessas forças opressoras com altivez, inteligência, sensualidade e fé. Ao abordarmos sua trajetória desde a corte espanhola até sua presença nos terreiros e ruas brasileiras, revelamos como figuras como Padilha foram demonizadas por desafiarem padrões de gênero e sexualidade. Transformada em entidade de culto afro-brasileiro, ela se tornou um símbolo de resistência para mulheres, travestis, profissionais do sexo, pessoas periféricas e todos os corpos dissidentes que lutam por respeito e espaço. Dados do IBGE e do Atlas da Violência (2023) mostram que mulheres negras continuam sendo as principais vítimas de violência no Brasil. Além disso, o país lidera os índices de assassinato de pessoas LGBTQIA+ e enfrenta uma crescente onda de intolerância religiosa, com mais de 1.500 denúncias de ataques a terreiros apenas em 2022, segundo o Disque 100. Ao trazer Maria Padilha para o centro do carnaval, damos voz a essas histórias silenciadas e utilizamos a arte como ferramenta de transformação. O samba-enredo não é apenas uma homenagem; é denúncia, fé, cura e reconexão com um Brasil profundo, espiritual e político. Este enredo, ao unir teatro, fé, história, corpo e poesia, propõe um desfile que pulsa com a força de quem não se cala. É um grito coletivo: Arreda, homem. Que aí vem mulher. Que aí vem Maria Padilha. Padilha é mais do que uma personagem do imaginário popular. Ela é símbolo de força, transgressão, beleza e liberdade, uma ponte entre mundos: o passado europeu medieval e o presente urbano brasileiro; a história das mulheres silenciadas e a voz das Pombagiras que giram nos terreiros das grandes cidades. Por isso, este desfile se propõe a contar – com cor, dança e som – a história dessa entidade que se tornou espelho para tantas existências. Nascida em 1334 e falecida em 1361, Maria Padilha foi uma nobre castelhana, amante e, posteriormente, esposa do rei Pedro I de Castela. Sua trajetória desafiou as convenções de sua época: foi acusada de bruxaria, de seduzir o rei e de influenciar suas decisões políticas. Ainda em vida, já era uma lenda. Com o tempo, sua imagem se confundiu com a de uma mulher perigosa, sensual, conhecedora de saberes ocultos – uma bruxa, uma feiticeira. A travessia simbólica dessa mulher para o Brasil ocorreu com o sincretismo religioso. Maria Padilha transformou-se em entidade espiritual cultuada nas religiões afro-brasileiras, especialmente na Umbanda e na Quimbanda. É uma das Pombagiras mais conhecidas e reverenciadas – senhora dos prazeres, das encruzilhadas, da sensualidade, da proteção e do fogo. Sua imagem sintetiza o poder feminino em sua forma mais crua: desejo, independência, magia, riso e faca. E isso incomoda. Desde os tempos em que foi acusada de bruxaria até os dias de hoje, Padilha continua sendo alvo de tentativas de silenciamento – pela Igreja, pelo Estado e pela sociedade conservadora. Contar a história de Maria Padilha na avenida é um ato político, educativo e urgente. Vivemos em um país onde o preconceito religioso segue alarmante. De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, o Brasil registrou mais de 1.200 denúncias de intolerância religiosa só em 2023. Terreiros são incendiados, lideranças espirituais negras são perseguidas e, em muitos casos, silenciadas. Além disso, há um grave déficit educacional. A Lei no 10.639/2003, que obriga o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, é sistematicamente ignorada. Poucos jovens sabem que o samba nasceu nos terreiros, que a Umbanda é uma religião brasileira e que entidades como Maria Padilha são expressões de resistência, sabedoria e ancestralidade. O desfile é, assim, uma aula viva: uma aula de corpo, som e alma. Um livro aberto que ensina pelo encanto e pela força. Ao homenagearmos Maria Padilha, educamos sem dogmas, sem violência, sem imposições – apenas com a beleza de sua história e a potência de sua simbologia. Maria Padilha não é apenas uma entidade dos terreiros. Ela vive nas mulheres que não abaixam a cabeça; nos homens que se permitem chorar; nos corpos que dançam sua liberdade; em cada pessoa que transforma dor em beleza. Ela é madrinha das travestis que resistem nas ruas, amparo das mães solteiras, força para os que foram abusados, oprimidos e esquecidos. Padilha é símbolo
Parcerias de Diego Nicolau e Rafael Mikaiá se classificam para semifinal na MUG

A segunda eliminatória de samba-enredo da Mocidade Unida da Glória (MUG), aconteceu no último domingo (22) e classificou mais duas obras para a semifinal que acontecerá no dia 27. Três parcerias subiram ao palco: Diego Nicolau e cia., Rafael Mikaiá e cia., e Leonardo Norbim e cia. Saiba como foram as apresentações Diego Nicolau e cia. O samba da parceria de Diego Nicolau, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Charles Silva, Gigi da Estiva, JB Oliveira, Silvio Mesquita e Sandro Compositor foi o primeiro a se apresentar. Com Tinguinha como intérprete principal, o samba mostrou que tem potencial para chegar na final e na avenida em 2026, e que não é bom apenas em gravação de estúdio. Diego Nicolau e cia. conhecem bem a MUG e o balanço da Pura Ousadia. O trecho que se destaca é o refrão principal. “A Mocidade Unida dá glória / A essa história de amor a natureza”. Num momento de extrema felicidade, a parceria transformou o artigo “da” em Mocidade Unida da Glória em verbo, e ressignificou o verso. Samba classificado para semifinal. Rafael Mikaiá e cia. A atual parceria bicampeã na disputa da MUG subiu ao palco determinada a buscar o tri. Em um palco ‘pesado’ com boas vozes e tendo como intérprete principal Fernando Brito (intérprete da Chega Mais), o samba de Rafael Mikaiá, Roberth Melodia, Fernando Brito, Sylvio Poesia, Thiago Meiners, Xandinho Nocera, Rogerinho do Cavaco, Marcos Bittencourt, Carlos Jarjura, Lucas Rigonato, Ana Werka, Estevão Ferreira & Cassius Macaé (in memorian), foi o que melhor se apresentou na noite. O refrão principal com um trecho que repete de outra forma, é mais uma aposta da parceria. Caso vençam, será o terceiro ano consecutivo que a MUG entra na avenida com sambas desta forma. No refrão do meio (“Na sinfonia o cantar do uirapuru / Vi o sapo cururu a reger a sua orquestra”), chama atenção a alternativa que os compositores seguiram, interpretando a sinopse da melhor forma possível e não de forma literal. Samba classificado para final. Leonardo Norbim e cia. O samba composto por Leonardo Norbim, nome conhecido no cenário musical capixaba e também nacional, da Banda Macucos, encarou de frente os demais sambas da disputa. A obra tem qualidade harmônica e boa letra, porém, aparentou estar um pouco mais “pra trás” dos sambas-enredo da atualidade. O compositor Leonardo deixou uma boa impressão, mostrou que entende de letra e melodia, e que pode ser um bom nome para futuras parcerias mais experientes nas disputas que acontecerão em 2026. Breno Almeida (intérprete do Pega no Samba) teve a responsabilidade de conduzir o samba e foi muito bem, cantando no tom adequado para ele. A semifinal de samba-enredo da Mocidade Unida da Glória (MUG) acontecerá no próximo domingo (29). Além das parcerias de Diego Nicolau e Rafael Mikaiá, também estão classificados os sambas de pai Leandro e cia. e Tavinho Cidade e cia. + ANÁLISE DA PRIMEIRA ELIMINATÓRIA Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_) + VAI E VEM DO CARNAVAL DE VITÓRIA + ORDEM DOS DESFILES CARNAVAL DE VITÓRIA 2026
Sambas da chave B se apresentam na MUG neste domingo

Após a primeira eliminatória, que classificou duas obras para a semifinal, mais três sambas sobem ao palco da Mocidade Unida da Glória (MUG) neste domingo (22). Ao final da noite, a escola terá quatro obras definidas para sua semifinal rumo ao Carnaval de Vitória 2026. Sobem ao palco as seguintes parcerias: 22/06 Chave B + ENTENDA O ENREDO DA MUG PARA O CARNAVAL DE VITÓRIA 2026 As regras para todas parcerias serão: + ORDEM DOS DESFILES 2026 + VAI E VEM DOS PROFISSIONAIS DO CARNAVAL O sorteio da ordem acontecerá no próprio dia 15, às 19h30. As parcerias sobem ao palco às 21h. Ingressos R$10. SAMBAS CONCORRENTES: