Seis sambas se classificam para semifinal da Jucutuquara

Logo do enredo "Arreda homem que aí vem mulher", da Unidos de Jucutuquara, para 2026.

A Unidos de Jucutuquara realizou no último domingo (10) a primeira eliminatória de samba-enredo. Oito parcerias subiram ao palco e seis se classificaram.

Os classificados voltam ao palco no próximo dia 17 para a semifinal e apenas três vão se classificar para grande final de samba-enredo que acontece no dia 2.

Saiba como foram as apresentações:

Girão e cia.

O samba dos compositores Girão, Tuninho Azevedo, Neyzinho do Cavaco, Breno Almeida, Angelo Delcaro, Emerson Dias e Pixulé foi o primeiro a se apresentar no Anchietinha. Breno Almeida, intérprete do Pega no Samba, foi o responsável pelo microfone principal. O trecho que se destaca na obra é o refrão principal “Laroyê Mojubá / Ela é rainha desse lugar / De rosa vermelha no cabaré / Arreda homem que aí vem mulher”.

João Bororó e cia.

Segundo samba da noite foi o dos compositores João Bororó, Wander Timbalada, Mariano Araújo, Moisés Santiago, Wesley Denadai e Alexandre Butico. Os intérpretes foram Jairo Liberdade e Thor, dois grandes nomes do Carnaval de Vitória que se destacaram na década de 80. Destaque para o refrão principal que possui 6 versos, que não repetem de maneira integral.

Laercio Simões e Vanessa Ferr

O samba da dupla Laercio Simões e Vanessa Ferr foi defendido pela própria compositora. O trecho que se destaca na letra é o refrão do meio “Laroyê! A gargalhada que ecoa! / Corta o açoite, o mal se escoa / No giro da saia, Pombagira, moça! / É Mojubá, senhora da força!”. Entretanto, a obra não se encaixa melodicamente nos moldes de samba-enredo. Samba eliminado

Rafael Mikaia e cia.

Fez uma das grandes apresentações da noite. Fernando Brito, intérprete da Chega Mais, conduziu o samba com bastante empenho e merece os méritos ao lado de seu grupo musical. A obra dos compositores Rafael Mikaia, Roberth Melodia, Sylvio Poesia, Estevão Ferreira, Carlos Jarjura, Ana Werka e Vini BH concentra nos refrões os melhores momentos: “Ela é Maria, Mariá / Ela é Maria, Mariá / Feitiço e sedução faço e desfaço / O meu peito é de aço e o coração de sabiá“, no refrão do meio, e “Você sabe quem eu sou pela minha gargalhada / A rainha dessas ruas, da encruzilhada / Sou eu, sou eu! Sou Maria, sou Odara / A Padilha da Nação Jucutuquara“.

+ ENTRE NO CANAL DO WHATSAPP DO CAPIXABICES

Léo Norbim e cia.

Samba do trio Leonardo Norbim, Thiago Brito e D. Oliveira, defendido por Thiago Brito, intérprete da MUG, foi o quinto a se apresentar. Os trechos mais interessantes da obra são o final do refrão “Malandro gingar no clarão lua / Jucutuquara saudando o povo da rua” e o que antecede o refrão do meio “A força que emana despertou no brasil / Um grito de libertação, cura e maldição / Que o mundo inteiro ouviu”.

Leo Pereira e cia.

A parceria de Léo Pereira, Artur Kadratz, Filosofia Alcides, Pai Leandro, Xandinho Nocera, Nando do Cavaco e Danilo Cezar se apresentou com o carro de som mais ‘pesado’ da noite. Com duas vozes oficiais do grupo especial: Artur Kadratz, cantor da Rosas de Ouro, e Danilo Cezar, cantor da Novo Império. Com atabaque, timbal, agogô e numerosa torcida, o samba que tem boa letra e melodia cresceu ainda mais. Destaque para “Arreda homem que aí vem mulher Maria Padilha, meu nome é!”, que repete antes do refrão principal.

Rogerinho do Cavaco e cia.

Sétima apresentação da noite, dos compositores Rogerinho do Cavaco, Mirela Aleixo, Marquinhos Beija-Flor, Reginaldo Bam Bam, Júlio Assis, Marcos Bittencourt e Marcio Foletto. “Ô pombo girê, ô pombo gira Faça o tapete de rosas pra que eu possa caminhar”, que repete antes do refrão foi um dos pontos altos da obra. Samba eliminado

Dilsinho e cia.

Último samba da noite foi o dos compositores Dilsinho, Dudu Martins, Dimmy de Oliveira, Diego Nascimento e Fio Cabral. Com o intérprete Diego Nascimento, da São Torquato, a apresentação aconteceu de maneira diferente. A primeira passada quase inteira concentrou apenas na voz dos cantores, atabaque e violão. O pedal entrou apenas para o refrão. O final do refrão principal “Eu respeito o seu amém, respeite o meu axé Arreda homem que aí vem mulher” se destaca.

Carnaval Capixaba