A noite deste domingo (24) abriu oficialmente a “gira” proposta pela Unidos de Jucutuquara para o Carnaval de Vitória 2026. Com o enredo “Arreda homem que aí vem mulher”, a tricolor busca na energia de Maria Padilha e sua história a força para se reencontrar e voltar a apresentar grandes carnavais no Sambão do Povo.
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Em uma safra de compositores inspirados, as três parcerias finalistas chegaram na etapa final com sambas fortes. Porém, após a primeira apresentação da noite, da parceria de Rafael Mikaia, Roberth Melodia, Sylvio Poesia, Estevão Ferreira, Carlos Jarjura, Ana Werka e Vini BH, ficou evidente que a escola tinha uma obra com a cara da escola.
Sob o comando de Fernando Brito, que tem se destacado em todas as disputas por onde passa, a parceria passou por dois problemas durante a apresentação. Uma queda de luz em Fradinhos fez com que a energia da quadra desligasse por duas vezes. Mesmo sem som na quadra, a equipe musical e a torcida sustentaram a obra, sem perder ritmo e exaltando cada vez mais a qualidade do samba. Para que a apresentação não fosse prejudicada, o presidente Ewerton Fernandes interrompeu e pediu que voltassem em 15 minutos para concluir.
Com refrão do meio curto e alusão a um famoso ponto de Padilha (“Ela é Maria Mariá”), o hino da Jucutuquara para 2026 tem grandes momentos, com frases de efeito que exaltam a figura de Maria Padilha e a história que a fez tão importante nos terreiros de Umbanda espalhados pelo país. No último verso do refrão, a parceria trouxe a homenageada ainda mais “pra dentro” da escola com: “Sou eu, sou eu! Sou Maria, sou Odara / a Padilha da Nação Jucutuquara”.
Nos mais de trinta minutos que a parceria permaneceu no palco cantando não houve um momento sequer que o samba tivesse caída ou algo próximo disso. Mérito também da torcida que marcou presença e cantou firme, contribuindo com desempenho do carro de som.

Com essa vitória, a dupla Rafael Mikaiá e Roberth Melodia chega ao sétimo samba na discografia da Coruja.
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Demais apresentações:
Girão e cia.: O samba dos compositores Girão, Tuninho Azevedo, Neyzinho do Cavaco, Breno Almeida, Angelo Delcaro, Emerson Dias e Pixulé, teve como intérprete oficial Breno Almeida, do Pega no Samba. A apresentação iniciou com o histórico hino da Jucutuquara e em seguida emendou no samba-enredo. Os dois refrões se destacavam, porém, o restante dos versos pareceram não se sustentar durante os 30 minutos de apresentação. A parceria também fez questão de trazer uma artista caracterizada de Maria Padilha para compor o palco.
Léo Pereira e cia.: Léo Pereira, Artur Kadratz, Filosofia Alcides, Pai Leandro, Xandinho Nocera, Nando do Cavaco e Danilo Cezar fizeram uma grande apresentação. Com direito a artista cuspindo fogo e Maria Padilha dando voltas na quadra. Danilo Cezar (Novo Império) e Artur Kadratz (Rosas de Ouro) foram as vozes oficiais da parceria e elevaram ainda mais a obra. Apesar do samba ter momentos altos, deu a impressão de que não conseguiu cativar o público além da torcida da parceria. Destaque para os trechos “Arreda homem que aí vem mulher Maria Padilha, meu nome é!”, que dobrava e antecedia o refrão principal, e “Minha Coruja é pra quem sabe dar valor!” no fim do refrão do meio.