O Leão da Glória rugiu mais alto de ponta a ponta na apuração. Desde a primeira nota, alegorias e adereços, quando a MUG gabaritou e viu a Boa Vista, uma das principais concorrentes perder décimos. Passando por enredo, quando viu a Chegou, outra concorrente, também não gabaritar.
Enquanto as coirmãs não tiravam nota 20, a MUG seguia tirando nota máxima. Antes da leitura do último quesito, mestre-sala e porta-bandeira, a vermelho e branco já estava 0,4 a frente da Boa Vista e da Piedade, 0,5 a frente da Jucutuquara e 0,6 a frente da Chegou.

Na primeira nota 10 de casal, a MUG já sabia que era campeã. Porém, preferiu segurar o grito. Na segunda cabine, veio um 9,9. Na terceira, a consagração. O 10 de Hudson e Letícia confirmaram o favoritismo da escola e o troféu foi, mais uma vez, para a Rua Mourisco, na Glória.
Com a décima estrela a MUG se isola ainda mais na vice-liderança do ranking de maiores campeãs do Carnaval de Vitória e chega cada vez mais perto dos 14 títulos da Unidos da Piedade.
O título também traz a tona questões importantes, como manutenção de equipe. De 25 para 26, a Mocidade fez pouquíssimas mudanças no seu elenco, independente da colocação alcançada no último ano. Manteve o “gênio”, Petterson Alves, que propôs com Leo Soares, enredista, o enredo Teresa da Baviera.

Questionado por muitos, o enredo bem contado gabaritou. E o samba-enredo, também desacreditado, idem.
No musical, Thiago Brito assumiu o microfone novamente em carreira solo e silenciou aqueles que diziam que ele estava velho e não deveria mais ser cantor de samba-enredo. A Pura Ousadia, sob comando de Lucas Massariol, teve a nota 30 recuperada.
A pergunta que fica é: Se mesmo na sexta-feira a Mocidade Unida da Glória foi capaz de um desfile histórico, o que será de 2027, quando a escola entra na avenida no sábado e ainda pode escolher sua posição de desfile?