Os crias ficam! Novo Império renova com mestre Vinicius Seabra e intérprete Danilo Cezar

A dupla responsável pela parte musical da Novo Império está de contrato renovado. Vinicius Seabra, mestre de bateria, e Danilo Cezar, intérprete da agremiação, seguem na escola rumo ao Carnaval 2026 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CAPIXABICES (@capixabices_)
‘Enredo da Novo Império para 2026 simboliza união entre povos africanos e indígenas’, afirma carnavalesco Osvaldo Garcia

A primeira escola do Grupo Especial do Carnaval Capixaba a divulgar seu enredo para o próximo desfile foi a Novo Império. Atual quinta colocada, a escola de Caratoíra renovou com Osvaldo Garcia, carnavalesco, e vai embarcar num tema lúdico em 2026. Com o título “Aruanayê – Guardiãs dos mistérios ancestrais”, o tema autoral do artista bebe em duas fontes de extensa sabedoria: os povos originários e os povos africanos. Indo para o segundo ano consecutivo na Novo Império, Osvaldo Garcia conversou com a equipe do Capixabices e explicou a essência do tema escolhido. “A ideia do enredo nasce da interseção de culturas, memórias e resistência ancestral. Aruanayê simboliza a união entre povos africanos e indígenas, destacando sua força espiritual e conexão com a natureza. A narrativa busca resgatar e valorizar saberes ancestrais, transmitindo a mensagem de que a tradição, identidade e a espiritualidade são ferramentas de resistência contra a opressão e a destruição cultural”, explicou. Osvaldo acrescentou que o tema versa com a atualidade e contém uma homenagem às mulheres detentoras do saber. “O tema também tem uma poderosa homenagem às mulheres como guardiãs do conhecimento e da cura, reforçando a ideia de que a união entre diferentes tradições podem gerar um impacto transformador. O enredo lembra também que a relação dos humanos com a terra e seus espíritos é fundamental para manter a harmonia e que a luta pela preservação da cultura e dos territórios é eterna”. Depois de um enredo sobre a boêmia capixaba, Osvaldo e Novo Império vão caminhar juntos para um tema lúdico. Ou seja, uma história que é pensada pelo carnavalesco, a partir de lendas de terras capixabas. Sobre o título, Osvaldo detalhou o significado. “É um tema com concepção lúdica, a começar pelo nome. A palavra Aruanayê nasce da fusão das culturas africanas e indígenas. Onde o nome “Aruan” tem origem indígena a está associado à lua cheia e sua influência sobre a natureza, ato de cuidar. E o sufixo “Ayê” significa terra. Neste sentido, elas seriam as cuidadoras e zeladoras da terra onde vivemos”. Entre soluções, erros, acertos e muita criatividade, Osvaldo de certa forma cumpriu o que prometeu em 2025. A todo momento falou que a Novo Império precisava crescer e dar imponência em suas alegorias e assim o fez. O primeiro setor da escola impactava e trazia um ar mais contemporâneo. Para 26, o carnavalesco também projeta mudanças e melhorias a partir do último projeto. “Todo artista galga o título. Porém, 2025 foi um carnaval feito de fora para dentro. Para o imperiano e sua comunidade. Tivemos inúmeros problemas, é um fato. Porém, acredito que a escola percebeu que mudar seu conceito de carnaval era urgente. Estamos com a parceria renovada para 26, arrumando a casa, reformulando o plantel e com a certeza de que teremos muito trabalho pela frente. É um enredo denso, assim como figurinos e alegorias. A escola sai de um enredo mais contemporâneo e entra numa linguagem e leitura totalmente lúdica, com justificativa e contribuição anti-hegemônica e decolonial.”, finalizou Osvaldo Garcia.
Veja as categorias e vote nos indicados ao Troféu Capixabices 2025

Após o sucesso da edição 2024, o Troféu Capixabices chega para 2025 com algumas novidades. Uma delas é o processo de votação, que acontecerá em três partes. No primeiro momento, votaram os convidados da imprensa carnavalesca capixaba em geral. Em seguida, a fase que estamos, é a votação do público e das torcidas das agremiações. Por último, o voto da equipe do Capixabices. O prazo final da votação do público será dia 17/03/2025 (segunda-feira) às 19h. A carregar…
Notas dos desfiles de 2025 evidenciam alto nível de competitividade do Carnaval de Vitória

Os desfiles do Grupo Especial 2025 entraram para história, isso é um fato. Porém, se compararmos o resultado do último carnaval com o de 2024, as notas evidenciam uma competitividade ainda maior. Nas quatro primeiras posições, a soma das notas foi superior. A Boa Vista fez 179,2 em 2024. Já em 25, fez sete décimos a mais, totalizando 179,9. Já a Chegou O Que Faltava foi a escola com maior crescimento. Saiu de 178,1 para 179,6. A campeã de 24, MUG, e Piedade, tiveram pontuações inferiores. 0,2 ambas. Na parte de baixo, as notas ligam um alerta para duas potências do Carnaval Capixaba. Novo Império (5ª colocada), mesmo ficando uma posição melhor que 24, e Jucutuquara (6ª colocada) fizeram pontuações inferiores a de 2024. Apesar da Imperatriz do Forte ter feito pontuação maior que o Pega em 24, também não seria o suficiente para mantê-la no Grupo Especial naquele ano. Veja a tabela:
Entenda onde as escolas do Grupo Especial perderam mais pontos em 2025

Passada a euforia da apuração, é hora de juntar os cacos e tirar proveito das notas + justificativas dos jurados para construir um novo carnaval. Para diversos dirigentes, as explicações servem de impulso para melhoria do ano seguinte. Mas, afinal, onde cada escola perdeu mais ponto? O Capixabices traz para os leitores, detalhadamente, quais quesitos afastaram e/ou aproximaram as agremiações do título de campeã do Carnaval Capixaba 2025. Confira: Alegorias e adereçosJucutuquara: -0,6Chegou: -0,1Piedade: -0,2MUG: -0,1Novo Império: -0,6Boa Vista: -0,1Imperatriz: -0,9 FantasiasJucutuquara: -0,6Chegou: Não perdeu pontosPiedade: -0,1MUG: -0,3Novo Império: -0,4Boa Vista: Não perdeu pontosImperatriz: -0,6 BateriaJucutuquara: -0,1Chegou: Não perdeu pontosPiedade: -0,1MUG: Não perdeu pontosNovo Império: -0,2Boa Vista: Não perdeu pontosImperatriz: Não perdeu pontos Comissão de FrenteJucutuquara: -0,4Chegou: Não perdeu pontosPiedade: -0,1MUG: -0,1Novo Império: -0,4Boa Vista: Não perdeu pontosImperatriz: -0,1 EnredoJucutuquara: -0,8Chegou: Não perdeu pontosPiedade: Não perdeu pontosMUG: Não perdeu pontosNovo Império: -0,8Boa Vista: Não perdeu pontosImperatriz: -0,9 EvoluçãoJucutuquara: -0,4Chegou: Não perdeu pontosPiedade: -0,4MUG: Não perdeu pontosNovo Império: Não perdeu pontosBoa Vista: Não perdeu pontosImperatriz: -0,2 HarmoniaJucutuquara: -0,5Chegou: -0,2Piedade: Não perdeu pontosMUG: -0,1Novo Império: -0,4Boa Vista: Não perdeu pontosImperatriz: -0,1 Mestre-sala e porta-bandeiraJucutuquara: -0,2Chegou: -0,1Piedade: -0,1MUG: Não perdeu pontosNovo Império: -0,1Boa Vista: Não perdeu pontosImperatriz: Não perdeu pontos Samba-enredoJucutuquara: -0,3Chegou: Não perdeu pontosPiedade: -0,1MUG: Não perdeu pontosNovo Império: -0,2Boa Vista: Não perdeu pontosImperatriz: Não perdeu pontos Reforçando que a Imperatriz do Forte foi punida com -1,3 por não cumprir a obrigatoriedade no número mínimo de baianas na avenida.
LIESGE divulga sambas de 2025 gravados AO VIVO na avenida; Ouça agora
Chegou e Novo Império não foram denunciadas por coirmãs e não tiveram irregularidades em obrigatoriedades

Até o momento, somente duas escolas não vão sofrer punições na apuração do Grupo Especial do Carnaval Capixaba 2025. Porém, é preciso ressaltar todas as denúncias cabem recursos e as diretorias tem até 10h30 desta quarta para enviá-los. Chegou O Que Faltava e Novo Império não tiveram nenhuma denúncia de coirmãs. Em obrigatoriedades, as comissões também não constataram nenhuma irregularidade. A apuração do Carnaval Capixaba acontece nesta quarta-feira, a partir das 16h, no Sambão do Povo, com transmissão da TVE Espírito Santo.
Chegou, MUG e Boa Vista vão protagonizar disputa intensa pelo título de campeã do Carnaval de Vitória 2025

O último sábado (22) entrou para a história do Carnaval de Vitória. Motivo: a noite em que o sambista capixaba viu o maior desfile do Grupo Especial desde o retorno do Sambão do Povo. Ainda no lançamento dos enredos, em abril de 24, os temas antecipavam que estava por vir uma grandiosa festa. E assim foi feito. Apesar de dois desfiles em níveis abaixo das demais, 5 escolas apresentaram bom conjunto visual e musical. JUCUTUQUARA A primeira agremiação a entrar na avenida foi a Jucutuquara. Com o tema “Pulsar da vida”, de Orlando Junior, o desfile foi marcado por diversos problemas. A comissão de frente da coreógrafa de Giovana Gonzaga representava “As batidas do coração” e fez uma coreografia regular, sem grandes momentos. Apesar de não passar por complicações em dança, perderá ponto no quesito pelo tripé inacabado que estava com ferros totalmente aparentes. Mesmo com a forte chuva o casal de mestre-sala e porta-bandeira Marina Zanchetta e Marcos Paulo sustentou o pavilhão da coruja e fez três apresentações frente as cabines que podem trazer boas notas preciosas para a escola na próxima quarta. Apenas na primeira cabine julgadora viu-se um problema no costeiro da porta-bandeira que caiu no início do bailado. As alegorias possuíam inúmeros problemas de acabamento, incluindo ferros aparentes. Outros quesitos que a escola foi irregular foram: evolução – escola precisou correr e abriu diversos buracos em frente às cabines; bateria – atravessou durante em algumas bossas; harmonia – escola cantou pouco e o intérprete estava rouco. Além dos problemas citados, a Jucutuquara também ultrapassou o tempo máximo permitido de desfile e perderá décimos nesta obrigatoriedade. CHEGOU O QUE FALTAVA Em poucas palavras: o maior desfile da história cinquentenária da tricolor de Goiabeiras. O que se viu desde o primeiro minuto que a Chegou entrou na avenida foi um padrão estético de muito bom gosto apresentado por Vanderson Cesar, carnavalesco. Cantando Goiabeiras, as particularidades culturais do bairro e como tudo ali gira a partir do manguezal, o desfile iniciou evocando Nanã e a ancestralidade do mangue. O coreógrafo Rodrigo Carvalho, que voltou para o carnaval neste ano, mostrou que está cada vez mais atual, numa comissão que teve um tripé bastante funcional que elevou o patamar dos bailarinos, quase igualando a altura da cabine de jurados. 26 componentes se revezaram para apresentar o tema. Com passos firmes, caras e bocas que intensificaram ainda mais a dramaticidade do momento, o ápice foi quando a panela de barro junto de uma paneleira aparecia e era acolhida pela Orixá. O casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, Kleyson e Amanda, fez três apresentações de cabine perto da perfeição. Com exceção da segunda, que a Amanda teve problema de equilíbrio e acabou indo ao chão, as demais mostraram porque a dupla é um dos casais mais regulares do Espírito Santo. A bateria Ritmo Nervoso, composta por diversos ritmistas formados em oficina, foi muito bem na proposição de bossas e – o principal – na execução. Convenções focadas nos atabaques foram efetuadas com muita segurança. A sensação que fica é que a maturidade chegou para “Ritmo Nervoso” e que competência para buscar nota máxima a bateria tem. O samba-enredo, entoado pelo excelente cantor Igor Viana cresceu ainda mais e deve garantir notas excelentes. Nos quesitos que cabem ao carnavalesco (enredo, fantasias, alegorias) muito provavelmente a escola vai gabaritar. Apesar de denso, o tema foi contado pensando na festa popular que é o carnaval. E com o dever de exaltar também o cinquentenário da escola. Ou seja, feito pela Chegou e para o território onde ela reside. Pós-desfile, todo público ficou sabendo que Goiabeiras é muito mais do que um lugar. PIEDADE A Mais Querida escolheu um tema alegre para desfilar no ano em que completa 70 anos. Com Ibejis, desenvolvido por Vitor Vasale, a Piedade pode se orgulhar do que foi apresentado, mas ainda é cedo para afirmar que a agremiação está pronta para voltar a ser campeã do Carnaval Capixaba. Os coreógrafos George Falcão e Ricardo Reis trouxeram a comissão de frente que representava “Do nascimento a festa de Ibeji, a alegria será em dobro”. Contando o itan de Xangô e Oya, que engravida dos gêmeos, os deixa no rio e eles são adotados por Oxum. Toda esta representação aconteceu em cima de um gigantesco tripé, muito funcional. Detalhe importante, no topo do elemento cenográfico, a apresentação acontecia para os jurados, mas, simultaneamente na parte de trás, o público também era presenteado com apresentações. Mostrando respeito dos coreógrafos para os avaliadores do carnaval, mas também para todos aqueles que estão presentes na festa. O casal Vinicius e Julia mostrou – mais uma vez – porque é uma das melhores duplas da atualidade. Um bailado leve, com rodopios sutis, abertura correta de bandeira e, principalmente, inserções pontuais de passos que se encaixam no samba-enredo. Um exemplo, é quando o mestre-sala fingiu que estava soltando pipa sem parar de bailar. Com muita segurança, irão trazer notas excelentes na quarta-feira. Nos quesitos plásticos, o artista Vitor Vasale nunca escondeu que tentaria formas diferentes de uma concepção de carnaval a partir do que ele entende como arte. E assim o fez. As alegorias possuíam formato diferente, desde o abre-alas, até a última que era em formato circular. Ideia e concepção foram boas, mas só saberemos como será a avaliação do corpo julgador na próxima quarta-feira. Em sua primeira oportunidade na Piedade, o carnavalesco mostrou que está mais do que pronto para conduzir um desfile. O questionado samba-enredo da escola foi um dos que mais funcionou durante a noite. Isso pode ser atribuído também ao excelente desempenho musical de Kleber Simpatia, Luiz Felipe e todo carro de som. Pegaram a responsabilidade para eles e a receptividade da comunidade forte e aguerrida resultou numa harmonia coesa. Outro ponto positivo da parte musical foi o desempenho da bateria Ritmo Forte. Segunda bateria mais regular atualmente no Grupo Especial do Carnaval Capixaba, os ritmistas e mestre Tereu devem levar para casa boas notas na quarta, após abertura dos
Carnaval de Vitória: Alegorias das escolas do Grupo Especial na concentração
Elite do Carnaval de Vitória desfila neste sábado com maior safra de enredos e sambas desde o retorno do Sambão do Povo

Chegou o grande dia! Neste sábado (22), entram em cena no Sambão do Povo, as sete agremiações que pertencem ao Grupo Especial do Carnaval Capixaba. Durante o pré-carnaval, muito se falou sobre dois quesitos: Enredo, que é o tema proposto pela escola naquele ano, e samba-enredo, popularmente conhecido como a “música” que acompanha o desfile nos 62 minutos de avenida. Para muitos, viveremos uma noite, histórica com uma safra espetacular de ambos quesitos. As escolas mudaram suas rotas. Optaram por temas populares que versam com o dia-a-dia do desfilante. Abrindo os espetáculos da noite, pontualmente 22h, conheceremos o Pulsar da Vida, com a Unidos de Jucutuquara, trazendo as emoções do cotidiano e das decisões humanas tomadas a partir disto. Em seguida vem a Chegou O Que Faltava, cantando Goiabeiras, toda cultura existente naquele lugar, e a relação dos moradores dali com o barro. A Mais Querida, Unidos da Piedade, traz a dualidade do orixá Ibeji, com muita cor, leveza, e festa – também para comemorar os 70 anos da agremiação. Logo após a Mocidade Unida da Glória, atual campeã do Carnaval Capixaba, irá buscar um feito inédito em sua história confiando na capa encarnada de São Jorge. Se campeã, a MUG terá o primeiro tricampeonato desde sua fundação. Quinta escola a desfilar, a Novo Império levará para o Sambão do Povo a boemia noturna capixaba, durante as décadas de 30 e 40, completando com a fundação da escola em 1950. A Boa Vista vem em seguida trazendo a história do mundialmente conhecido e renomado fotógrafo Sebastião Salgado e tudo que ele retratou. Encerrando a noite – já dia – a Imperatriz do Forte optou por falar de Angola, e os reis e rainhas que viveram por lá antes de serem retirados do seu país de origem para serem escravizados. Você pode conferir todos os barracões do Grupo Especial a seguir: