Em 1956, quando ainda se chamava Império da Vila Rubim, a escola dificilmente imaginaria a dimensão que alcançaria sete décadas depois. Entre mudanças de nome, acréscimo de cores e símbolos, a Novo Império sempre foi marcada pela força da comunidade e da potência de sua bateria.

No início da década de 1980, outra marca da azul, branco e rosa começou a ganhar destaque. A voz marcante de seu intérprete Luis Carlos dos Santos, o Polha, ecoava pela avenida sempre que a Novo Império passava. Sem excessos, o cantor tinha uma ótima dicção e projetava o samba de forma clara.
Por mais de uma década, Polha deu voz e foi a própria imagem da Família Imperiana. Era o “imperianismo” em pessoa. Antes, durante e após sua passagem como intérprete, era presença garantida no barracão de alegorias. A Novo Império era seu refúgio, mas nem por isso deixava de colaborar com as demais coirmãs.
Sempre flertou com o perigo. Nadava na maré da Orla de Santo Antônio, subia em carros alegóricos sem equipamentos de proteção e soldava como poucos. Parecia que nada seria capaz de deter o popular “Almirante”.

Em março de 2021, a Covid-19 interrompeu sua trajetória ao lado do samba, dos amigos, da família e da Novo Império.
Cinco anos depois de sua partida, a Novo Império decidiu retribuir. Com a quadra em processo de revitalização, um espaço especial de um dos muros que cercam o reduto imperiano recebeu um grafite com o rosto do maior cantor da história da escola.
Polha, que já era imortal na memória da comunidade imperiana, agora também está eternizado na parede da escola que tanto amou.
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