A Chegou O Que Faltava se despediu de 2025 da melhor forma. No seu reduto e com seu povo. O primeiro ensaio de rua da tricolor marcou também o encerramento da temporada de treinos de 2025, já projetando o próximo, que acontecerá em janeiro de 2026.
O domingo foi movimentado nas proximidades da ‘Quadra da Interativa’. A tarde, antes do ensaio de rua da Chegou, a escola também promoveu uma ação de Natal e distribuiu presentes para as crianças da comunidade. Em seguida, o treino começou.

Ao som da voz potente de Igor Vianna, cantando o histórico samba de 2025, ano que a escola conquistou a melhor posição nos seus 50 anos, os presentes já conseguiram imaginar o que viria. O clima era de festa, mas com muita responsabilidade e com o elenco ciente da importância de um ensaio de rua.
A comissão de frente puxou o cortejo com movimentos intensos e bastante sincronizados. 12 bailarinos ensaiados por Marcio Jahú realizaram a coreografia proposta, ocupando os espaços fazendo com que os corpos aparentassem se ‘multiplicar’. Os movimentos foram corretos na frente das cabines julgadoras e também nos momentos de andada, quanto o quesito não está sendo avaliado pelos jurados.

Vini Couti e Amanda Ribeiro, casal de mestre-sala e porta-bandeira, vieram logo atrás. Vini está estreando na escola como primeiro, ao lado de Amanda, que vai para seu quarto ano. A coreografia conta com movimentos trazendo entonação ao que está sendo cantado. Por exemplo, em “que o axé da minha escola prevaleça”, o pavilhão é aberto pelo casal. Em “na cumeeira onde mora meu Xangô”, os dois fazem movimentos que remetem ao orixá. O pavilhão ficou aberto durante toda a apresentação.

Excelente desempenho dos quesitos musicais
Os quesitos musicais da Tricolor de Goiabeiras foram os que mais chamaram atenção daqueles que foram prestigiar a escola na noite de domingo.
Igor Vianna teve um desempenho de alto nível. O samba, vindo de um enredo denso, exigiu uma obra com mais versos, a Chegou apostou nisso e, até o momento, tem dado certo. “Cabeça feita, batizada no tambor / na cumeeira onde mora meu Xangô” ecoou por Goiabeiras.
Os comandados de Jorge Borges e Alcino Jr., mestres da bateria Ritmo Nervoso, fizeram aquele que pode ter sido o “ensaio da vida”. A bateria formada majoritariamente por ritmistas provenientes da escolinha de formação teve um desempenho acima da média, bem próximo da perfeição. As bossas pontuais, do refrão e principalmente a da cabeça do samba, onde os surdos de terceira fazem o balanço, valem a menção.
Outro ponto bastante positivo no ensaio foi o grande contingente de desfilantes que a Chegou O Que Faltava colocou na rua de Goiabeiras. Estiveram por lá ala das baianas, destaques, musas, musos, passistas, alas de comunidade em peso, ala coreografada e segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira.