É por ela e por você, João! Gigi da Estiva e Diego Nicolau vencem na Boa Vista

Parceria de Diego Nicolau e Gigi da Estiva vence disputa de samba da Boa Vista

Feito “folha que rompe o silêncio da mata”, o samba de Gigi da Estiva e Diego Nicolau provou no palco porque merecia ser o hino da escola em 26. A Boa Vista se despede de Sebastião Salgado como campeã e nota máxima no quesito samba-enredo, e com a certeza de que possui mais uma excelente obra, top 3 no álbum do Grupo Especial.

Que as histórias, mitos e lendas de João Bananeira dariam um grande enredo, ninguém tinha dúvida. E um bom enredo…dá bons sambas! Assim foi a safra da tricolor de Cariacica: nivelada pra cima, com quatro finalistas que possuíam características individuais.

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Melódico, literal, valente ou poético. Coube ao corpo julgador escolher o que a escola precisa para ecoar no Sambão do Povo a história da figura mais tradicional do município.

Sob o comando de Thiago Brito, como voz oficial da parceria, a apresentação foi espetacular e fechou a noite com chave de ouro. Os primeiros versos da obra são imbatíveis. O refrão do meio sobe na medida certa, pronto para receber bossas da bateria Águia Furiosa.

E é nos trechos finais que a obra se consagra com linhas homenageando Nossa Senhora da Penha e as Bodas de Ouro da agremiação. O refrão principal exalta a si própria e faz o componente relembrar que “Quem é Boa Vista, sabe como é”.

Aquele que “Não se dobra e nem se curva” pois é a “resistência desse carnaval”.

Com a escolha da Boa Vista o Carnaval Capixaba conhece 7 das 10 obras que serão cantadas no próximo desfile. Restam Andaraí, Pega no Samba e Rosas de Ouro.

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Demais apresentações

Samir trindade e cia: Samba foi defendido pela dupla de intérpretes do Grupo Especial, Danilo Cezar (Novo Império) e Artur Kadratz (Rosas de Ouro). É a segunda vez que cantam juntos em disputa, primeira foi na Jucutuquara, e demonstraram bastante entrosamento. A obra dos poetas Samir Trindade, Rafael Prates, Artur Kadratz, Leonardo Pereira e Danilo Cezar possuía refrão do meio sem repetição, porém, com melodia semelhante. No final do samba, uma repetição do verso “por você o meu tambor” subia ainda mais a melodia para refrão principal, com “cinqüentenária Boa Vista” quase que lida sílaba por sílaba. Sem torcida, pareceu não empolgar os presentes, apesar da pirotecnia.

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Roberth Melodia e cia: A obra dos compositores Fernando Brito, Roberth Melodia, Sylvio Poesia, Carlos Jarjura, Estevão Ferreira, Rodrigo Carvalho, Ana Werka e Rafael Mikaiá, foi defendida pelo intérprete Fernando Brito (Chega Mais), que se apresentou muito bem e tem se mostrado um dos intérpretes mais regulares em disputa de samba-enredo. Uma torcida numerosa se fez presente, com balões e efeitos pirotécnicos. Em letra, a ida para o refrão principal era bem interessante. “Na fé de Benedito e Nossa Senhora, por esse e mais 50 carnavais” e “É chegada a nossa hora, filhos deus não fogem a luta jamais”, fazendo alusão ao cinquentenário da agremiação e ao grito de guerra do intérprete oficial, Emerson Xumbrega. Parceria fez uma das grandes apresentações da noite.

Thiago Tarlher e cia: A obra de Thiago Tarlher, Katrina Perdi, João Vidal, Marquinhos Beija-flor, Cosme Araujo, Biro Biro, Giuliano Paim, Marcel da Cohab, Cláudio Vagareza, Marcinho Diola e Mauro Naval teve Marcinho Diola como intérprete oficial. Torcida tinha algumas pessoas balançando balões. O samba tinha no refrão principal seu melhor trecho. Em “Voa minha águia, com as bençãos da Penha / Na força de João, nós somos tambor”. Antes do refrão do meio, uma curta repetição também abria um leque de possibilidades para bossas da Águia Furiosa.

Carnaval Capixaba